Viagem lembra, de cara, lazer. Às vezes, negócios ou estudo. Mas pode significar muito mais. É essa a proposta do ‘‘turismo comunitário’’. ‘‘Dar sentido às viagens convencionais’’, enfatiza Cecília Zanotti, de 26 anos, idealizadora do Projeto Bagagem. Uma das poucas iniciativas do gênero, o projeto levará no mês de junho 20 pessoas para vivenciar o dia-a-dia de comunidades da Amazônia. Além das atrações turísticas, os visitantes passarão por um verdadeiro intercâmbio cultural.
A primeira viagem do Bagagem ocorrerá entre os dias 29 de junho e 7 de julho. O destino? O Estado do Pará. Mais precisamente, Suruacá, Urucureá e Jamaraquá – comunidades ribeirinhas dos rios amazônicos Tapajós e Arapiuns. A partir da cidade de Santarém, o grupo segue de barco.
Não vai faltar contato com a natureza, pois no roteiro incluem-se passeios a igarapés, trilhas na mata e observação do pôr-do-sol no rio. A recepção dos moradores será um capítulo à parte. Pratos típicos, músicas, fotografias, palestras, atividades e muitas histórias para contar.
Mas a viagem não será só uma troca de experiências. Servirá também como fonte de recursos, pois os ganhos serão destinados à concretização de projetos em andamento nos locais visitados.
Antes de embarcar, reuniões preparatórias ocorrerão para que os viajantes discutam sobre assuntos pertinentes. Chegando lá, mais debates. A forma de organização das comunidades será conhecida a partir de exemplos práticos que tiveram resultados positivos. Outros temas que entrarão na pauta: microcrédito (captação de recursos), geração de renda, educação e infra-estrutura, entre outros.
Cecília e sua sócia, Mônica Barroso – as duas recém-formadas pela Faculdade Getúlio Vargas (FGV) –, começaram com a empreitada no início deste ano. E já pensam nos próximos passos. ‘‘Queremos fazer em outros lugares, mais perto de São Paulo’’, conta ela. Mônica está há quase quatro meses vivendo na Amazônia e colaborando como voluntária na ONG Projeto Saúde e Alegria (PSA), peça fundamental para a realização da viagem.
A PSA é parceira do Bagagem e atua na Amazônia desde 1987, em comunidades da área rural dos municípios de Santarém e Belterra, no oeste paraense. Seus trabalhos envolvem saúde, produção agroflorestal, educação, cultura, etc. O grupo que viaja para o Pará vai poder conhecer e conferir a atuação da ONG na região.
SERVIÇO:
Projeto Bagagem: R$ 600. O valor inclui transporte terrestre e fluvial, alimentação, hospedagem e contribuição para as comunidades.
A inscrição é pelo site www.projetobagagem.hpg.com.br.
O site do Projeto Saúde e Alegria é o www.saudeealegria.org.br.Fim

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