Projeto atende 54 escolas de Londrina
Desde o início de fevereiro, cerca de 3.600 alunos da quarta série do Ensino Fundamental de 54 escolas municipais de Londrina e zona rural estão tendo o primeiro contato com a língua inglesa. O projeto ''Londrina Global'', desenvolvido pela Secretaria Municipal de Educação em parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade do Norte do Paraná (Unopar) e Associação dos Professores de Língua Inglesa do Estado do Paraná (Apliepar), quer oportunizar às crianças das escolas públicas acesso a um mundo de descobertas. ''A Secretaria Municipal de Educação comprou a idéia de um comitê formado por universidades, escolas particulares, Núcleo Regional de Ensino e empresas para implantar o ensino de inglês na rede municipal. Com este aprendizado, ampliamos as perspectivas de futuro dos alunos'', justifica uma das coordenadoras do projeto, Jozélia Jane Corrente Tanaca.
Londrina pretende incluir o inglês de forma gradativa e estruturada incluindo a cada ano uma nova série, em ordem decrescente. Atualmente, 25 professoras com licenciatura em Letras atendem, em média, de seis a sete escolas. As aulas são semanais, com duração de cinquenta minutos. De acordo com as coordenadoras do projeto, o material didático está sendo elaborado por professoras da área de língua inglesa da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Universidade Norte do Paraná (Unopar) e é específico para a realidade local. ''Uma criança indiana que fala inglês virá a Londrina e dois alunos de escolas municipais que estão aprendendo o idioma irão acolhê-la e passearão por pontos turísticos da cidade tornando mais atrativo o aprendizado'', explica Jozélia.
A orientação para os professores é ensinar o idioma de forma lúdica, por meio de músicas, jogos e internet, levando para a sala a leitura de mundo das crianças. ''O objetivo é que os alunos aprendam brincando. Muitos reprovam na quinta série porque têm o primeiro contato com o inglês em um contexto de sala superlotada, vários professores e já sendo avaliado. Eles acabam criando aversão à língua'', analisa Rafaeli. (C.V.)





