PROJETO - Memorial ficará no 'quarteirão histórico'
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sexta-feira, 01 de julho de 2005
Liliana Onozato<br> Reportagem Local 
Foi anunciada na última quinta-feira a decisão do prefeito de Londrina, Nedson Micheleti, a respeito do local para construção do Memorial do Pioneiro. O prédio será instalado na rua Maestro Egídio do Camargo Amaral última rua de paralelepípedos do centro da cidade , próxima à Concha Acústica.
Em dezembro do ano passado foi realizado concurso público para edificação do memorial na fachada norte do Museu Histórico Padre Carlos Weiss, vislumbrando uma cobertura transparente para os vagões de trem que se encontram no local. O projeto suscitou polêmicas e fez com que o secretário municipal da Cultura, Luciano Bitencourt, convocasse uma audiência pública realizada no final de maio deste ano , para ouvir opiniões sobre o assunto. ''A partir daquela audiência, elaboramos um relatório que subsidiou a decisão do prefeito que, de posse de todas as informações, decidiu pela preservação da fachada norte do prédio do museu'', declarou Bitencourt.
A administração minicipal, segundo o secretário, optou pelo memorial na Concha com o intuito de homenagear os pioneiros numa região histórica da cidade, que compreende, entre outros prédios, o da Secretaria da Cultura, Associação Médica, Correios, Biblioteca, Centro de Saúde e a própria Concha Acústica. ''É um local de importância histórica inquestionável, além disso, estaremos oferecendo à população mais um local de lazer, revitalizando o centro'', acrescentou.
O secretário ressalta que discussões como as que foram instaladas a respeito da construção do memorial no museu não são novidade em Londrina. ''Há alguns anos, propuseram a colocação de vidros nos arcos do Museu de Artes da cidade, para transformar o espaço num anexo fechado. Mas, o governo do Estado não aprovou por se tratar de um prédio tombado pelo Patrimônio Histórico''. O secretário argumenta que, apesar do Museu Histório de Londrina não ser um espaço tombado, todas as inciativas no sentido de preservar os bens culturais e históricos devem ser tomadas.
A atual presidente da Sociedade dos Amigos do Museu (SAM), Ana Rosa Lunardelli, lamenta a decisão do prefeito. ''Nos preocupamos com a perda das peças do acervo, mas vamos continuar batalhando para que haja essa preservação'', disse ela referindo-se ao projeto do arquiteto Renato Mateus Gorne Viani que previa a cobertura dos vagões que estão expostos ao tempo no pátio do museu.
Maria Lopes Kireef, ex-presidente da entidade asministradora do Museu Histórico, também lamenta os posicionamentos da população contra à construção do memorial no museu. ''Nossas propostas não descaracterizariam o prédio. Notamos a preocupação do secretário Luciano Bitencourt, e ficamos no aguardo de outras soluções para preservação das peças'', argumentou.
O secretário reconheceu a seriedade do projeto proposto pela SAM e comenta que a administração se propõe a ser parceira da UEL e da entidade na busca de soluções alternativas para preservar os vagões.
O Memorial do Pioneiro conta com recursos viabilizados pelo deputado federal Alex Canziani (PTB), através da aprovação de emenda ao Orçamento Geral da União, no valor de R$ 200 mil para a construção da obra. O projeto do Memorial na Concha será desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa de Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) e será apresentado até o dia 20 de julho. ''O dia 31 de julho é o prazo final para entrega do projeto à Caixa Econômica, mas não temos previsão de início das obras'', finalizou Bitencourt.


