PROJETO - Explosão cultural
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quinta-feira, 06 de maio de 2004
Karla Matida<br> Reportagem Local 
É claro que a escolha do nome Granada para o projeto piloto do programa Paranização não aconteceu por acaso. O que para nós brasileiros significa apenas mais uma arma de destruição, para os espanhóis é o mesmo que uma fruta, no caso, a romã. ''É um nome sugestivo porque a romã tem todas aquelas sementes que se espalham'', explica Zeca Cenovicz, assessor da presidência da Fundação Teatro Guaíra e coordenador assistente do Paranização. ''É uma explosão boa'', avisa Cenovicz.
Para ir mais fundo nessa sugestiva relação que fala de bombas e sementes, é preciso entender que o Granada é um projeto que quer espalhar cultura e novos conhecimentos por todo o Paraná por meio de agentes culturais formados em Londrina. Lançado em maio do ano passado durante o Filo 2003, o projeto formou os primeiros 19 agentes de várias regiões do Estado durante a oficina ''Investigação das Raízes Culturais'', sob o comando do dramaturgo argentino Alfredo Megna. Desde quarta-feira, o Granada voltou a se reunir na cidade para dar continuidade à sua segunda fase com uma nova turma. O mesmo Alfredo Megna retorna à cidade para a formação de novos agentes.
Paranavaí, Foz do Iguaçu, Campo Mourão, Cianorte, Palmas, Chopinzinho, Guarapuava, Toledo, União, Ponta Grossa, Cascavel, Umuarama, Curitiba, Tibagi, Alvorada, Londrina, Arapongas, Maringá e Loanda estão entre as primeiras cidades a contarem com os tais agentes. ''Uma cidade pode contar com mais de um agente'', avisa Zeca, já que a nova turma vai atender novos municípios, mas se repetir em outros, caso de Londrina, por exemplo.
Além das cidades que contam com agentes fixos, o projeto também contabiliza outros municípios que já foram de alguma forma sensibilizados pelo projeto. Ao todo são 80 cidades paranaenses envolvidas no Granada, no Estado. Com a nova fase, outros 18 agentes culturais serão formados, aumentando ainda mais a rede de cultura. ''O que se faz é um inventário da identidade cultural de cada cidade, seja na dança, no teatro, nas artes plásticas, na fotografia'', conta Cenovicz.
Foi o que fizeram os agentes durante o ano que passou. Em cada região, resgataram pontos fortes da cultura local. O resultado poderá ser conferido toda a tarde de amanhã no Teatro Zaqueu de Melo. A partir das 14 horas, os trabalhos serão apresentados de diferentes formas, mostrando assim a diversidade do que se encontra pelo Paraná. No palco ou fora dele, o público poderá ver fotografias, esculturas, vídeos e até mesmo esquetes curtas de cerca de 15 minutos cada.
Às 20 horas, o grupo Grito, de Arapongas que está inserido no Granada apresenta espetáculo de uma hora que faz um resgate de um antigo grupo da cidade, o Gruta, de muita representatividade nos anos 1970 e 1980.
Serviço:
- Apresentação dos trabalhos do Projeto Granada. Amanhã a partir das 14 horas no Teatro Zaqueu de Melo.


