PROJETO - Cine Com-Tour poderá ser reativado
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Uma convergência de interesses pode resultar numa nova sala de cinema para Londrina. As negociações estão em andamento para viabilizar o Cine Teatro Com-Tour como um espaço para a exibição de filmes alternativos ao circuitão tradicional. De um lado da mesa estão os responsáveis pela Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina. De outro, a administração do Com-Tour Shopping Center.
Duas reuniões já foram feitas. ''Não há nada fechado. Estamos na fase de apresentação de propostas'' diz Kennedy Piau, diretor da Casa de Cultura. As conversas em curso sinalizam para o arquivamento de uma sala de projeção na própria sede da instituição, como fora anunciado há dois anos e meio com a mudança para a antiga revendedora de automóveis Mayrink Góes.
Na ocasião, uma euforia tomou conta dos cinéfilos locais, inconformados com a lambança promovida pelo governo Jaime Lerner nas reformas do Cine Teatro Ouro Verde (administrado pela Casa de Cultura) que culminaram com a retirada da tela e do projetor da sala. Entretanto, o anúncio de uma nova mudança de sede da Casa de Cultura alterou os planos iniciais.
Embora sem data prevista, o órgão ganhará um prédio definitivo no terreno onde está a Casa do Estudante (na Avenida JK), que será demolida com a transferência dos moradores para uma nova instalação a ser construída no campus da UEL. O processo, porém, é de médio prazo. Para não amargar a espera, Piau e o chefe da divisão de cinema e vídeo da Casa de Cultura Eduardo Lourenço Jorge decidiram conversar com os administradores do Com-Tour, que procuravam parceiros para reativar seu cinema.
Visitaram o local e gostaram do que viram. A sala passou recentemente por uma restauração que incluiu a reforma do teto e a instalação de 500 poltronas, além de ar-condicionado. Sem funcionar há quase duas décadas dentro de seu projeto original, o local chegou a ser alugado para uma igreja evangélica. ''Esse espaço não pode ficar parado, precisa ter uma função, tem que estar à disposição do público'' diz Leite Chaves, proprietário do shopping.
Segundo Piau, a UEL conta com boa parte do equipamento de cinema, que é o que falta à sala. ''Ela tem os projetores, as lentes e está comprando a tela. O problema é o equipamento de som. Não temos recursos para comprá-lo. E essa é uma das questões que estamos colocando na negociação'' explica. As conversações prosseguem.


