Projeção interna
A trajetória de qualquer diretor-geral alçado ao cargo de diretor de núcleo da Globo é marcada pelo êxito na audiência ou prestígio artístico da produção na qual ele se envolveu.
Com passagem pela extinta Manchete e pela Band, Marcos Schechtman sempre esteve à sombra do trabalho de Jayme Monjardim, até que em ''América'', de 2005, as opiniões desencontradas entre Monjardim e a autora, Glória Perez, causaram a saída do diretor de núcleo da trama, que foi comandada e reformatada por Schechtman a partir do capítulo 38. ''Consegui me entender com o texto da Glória. A gente já vai para nosso quatro trabalho juntos. No meio disso, tive o convite de assumir uma direção de núcleo. Sei que isso se deve ao desempenho de 'América' e o Emmy de 'Caminho das Índias''', destaca Schechtman, referindo-se ao trabalho de 2009, vencedor do prêmio Emmy Internacional na categoria Melhor Telenovela.
Na mesma época em que Schechtman foi chamado para o cargo de diretor de núcleo, Rogério Gomes também foi promovido à função. Na Globo desde meados dos anos 80, onde trabalhava como operador de VT - videoteipe - e editor de vídeo, Rogério estreou na direção em ''Deus Nos Acuda'', de 1992. A partir daí, emendou uma série de trabalhos sob os núcleos de Jorge Fernando e Ricardo Waddington. Até que, em 2009, assumiu a direção de núcleo do remake de ''Paraíso''. ''Fui aprendendo o ritmo e a logística das novelas aos poucos. Apesar de já ter percorrido um longo caminho na tevê, acho que ainda tenho muito o que aprender e produzir'', analisa Rogério, atualmente, no comando de ''Amor Eterno Amor''. (G.B./TV Press)





