Programação internacional traz grandes nomes
Os 40 anos do Festival Internacional de Londrina (Filo) em cinco atos: Peter Brook, Odin Teatret, Philippe Genty, Cia Farm In The Cave e Aurélia Thierrée. A programação internacional põe em cena não só grandes companhias, mas a qualidade de trajetórias como a da companhia dinamarquesa fundada por Eugenio Barba e que tem uma estreita ligação histórica com o festival londrinense.
Pela primeira vez no Brasil, Brook começará sua turnê nacional no Filo, com quatro apresentações nos dias 15, 16 e 17, sendo que no domingo haverá duas sessões. Depois segue Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.
Para a peça ''Fragments'', do diretor que se consagrou mundialmente por suas adaptações de Shakespeare, o Filo teve que conceber um novo espaço de apresentações ao transformar o antigo espaço dos cinemas Vila Rica e Londrina numa sala de teatro, onde todo o poder da obra de Brook estará ao alcance de todos os sentidos do público - não somente dos olhos.
Brook comanda uma programação que se une às 15 outras companhias internacionais que, juntamente com as nacionais, somam 41 grupos no festival.
''Estamos trazendo as cinco companhias internacionais mais importantes do cenário da arte teatral. Também reunimos, grupos nacionais de bastante peso e qualidade artística, que usam linguagens específicas. Um dos destaques é a antropologia teatral do Odin, com o espetáculo 'O Sonho de Andersen'. O próprio Brook, que tem um trabalho original, basicamente de texto e de trabalho do ator. Além deles, a montagem 'L'Oratório d' Aurélia', da atriz, contorcionista, bailarina e acrobata francesa Aurélia Thierrée. Ela mistura vários elementos, desde a dança ao teatro e circo. Philippe Genty, com o peça 'La Fin des Terres', também estará no festival. A companhia francesa é uma importante representante do teatro gestual e de manipulação de objeto'', afirma diretor do Filo, Luiz Bertipaglia.
A caminho de casa, os diretores londrinenses que, hoje estão radicados no Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente, sobem ao palco do Filo a bordo do Armazém Companhia de Teatro e Cemitério de Automóveis.
Paulo de Moraes, diretor do Armazém traz ''Mãe Coragem e Seus Filhos'', que foi apresentado no Festival de Curitiba. A irreverência de Bortolotto em seu Cemitério de Automóveis está mais uma vez na peça ''Chapa Quente''.
E não acaba aí. A programação nacional inclui o diretor João das Neves, com ''Besouro Cordão-de-Ouro'' e a Cia. Teatro Autônomo, do Rio de Janeiro, com ''Deve Haver Algum Sentido em Mim que Basta''.
Outros destaques são ''VemVai - O Caminho dos Mortos'', da Cia. Livre, com direção de Cibele Forjaz, ''Cadela de Vison'', com Renato Borghi, e ''O Invisível'', de Samir Yasbeck, com a Companhia Arnesto nos Convidou. As três companhias são paulistanas.
O Filo 2008 começou a ser desenhado com um orçamento estimado em cerca de R$ 2 milhões. Hoje, o festival seria realizado com aproximadamente R$ 1,8 milhões.
Para que a programação nacional não sofra cortes, a organização do Filo corre atrás dos últimos recursos - uma tarefa árdua e que não é diferente das outras edições, mas que não deveria atropelar as comemorações dos 40 anos do festival.(F.L.)





