Rio Negro - A pesca da piranha é um dos momentos mais aguardados do cruzeiro pela Amazônia. Uma grande expectativa cerca o grupo de turistas antes da chegada ao ponto de parada. A fama de predador faz do peixe um objeto de admiração e medo.
A técnica para atrair as piranhas é simples: consiste em bater no rio com a vara de bambu para que o peixe pense que algum animal caiu ali e está se debatendo em desespero. Funciona. Em pouco tempo, as piranhas começam a mordiscar a isca cubinhos de carne de vaca, isso mesmo, presos à ponta do anzol. Sanguinolento. Mas é preciso uma dose de calma e perspicácia para esperar o momento de fisgá-la.
Os guias explicam que a piranha é um peixe de fundo de rio, por isso os locais mais propícios para essa pescaria são os igarapés, canais estreitos formados ao longo do rio.
Os turistas vibram ao fisgar a piranha. Sem perder tempo, os instrutores tomam a linha e seguram o peixe de forma que só a boca repleta de dentes afiadíssimos fique à mostra. Logo, posicionam um graveto diante do animal, que o rompe de uma só mordida.
Era tudo o que os turistas queriam ver. Depois das fotos, a piranha é devolvida ao rio. Há quem pergunte se o peixe é comestível. Sim, dá um bom caldo dizem, até, que afrodisíaco. Mas ele não faz parte do menu a bordo, diga-se.
À noite, o grande momento é a focagem de jacarés. Após o jantar, o convite é fazer uma incursão à atmosfera noturna do Rio Negro. Além dos turistas, a lancha leva dois guias, um biólogo e o piloteiro.
Um dos guias comanda o farolete, que projeta um longo facho de luz com cerca de cem metros de alcance. O outro se encarrega de levar o ''laço de jacaré'', um cabo de aço com o qual ele pode laçar o réptil e içá-lo do rio. Isso parece um tanto arriscado, mas quando a luz atinge o jacaré, seus olhos brilham vermelhos feito brasa na escuridão da Amazônia. Como se estivesse hipnotizado, ele fica imóvel.
A observação de aves (birdwatching) também consta da programação oferecida pelo Grand Amazon. (F.V./AE)

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