A vice-diretora do Centro de Educação Comunicação e Artes (CECA) Maria Estevão Rosa Abelin foi a primeira a conduzir a Universidade FM. Rosa permaneceu na rádio de 6 de junho de 1990 até julho de 1994, na fase em que a emissora funcionava ao lado da reitoria. Apenas em novembro de 1995 a rádio ganhou estrutura própria, ocupando parte das instalações do CECA.
Rosa lembra que desde a fase inicial a proposta da rádio se manteve. ''Basicamente pensamos em oferecer música e informação, balanceando cultura e entretenimento.'' Mesmo considerando que a rádio já conquistou um certo público, a professora sugere algumas mudanças: ''Não poderia mudar a programação por inteiro, pois iria perder a identidade. Mas poderiam tornar o jornalismo mais dinâmico, apesar de os repórteres que estão lá serem muito bons'', argumenta. Ela também aponta pontos fracos na programação, ''como entrevistas que são muito longas, e a programação musical que às vezes se confunde com a comercial''.
O professor Cléber Tóffoli, diretor da rádio de 1994 até o mês passado, lembra que a rádio tem 14 propostas de novos programas e sugere caminhos a serem seguidos: ''A parte educativa hoje na rádio é muito pequena. Deve ser aprofundada. Como damos muito apoio à programação cultural, a eventos, essa parte fica meio esquecida''.
Tóffoli lembra que a Universidade FM é uma das poucas no País a exibirem ópera, assim como o programa ''Música Nova'' é o mais antigo no Brasil dedicado à música experimental. O professor também aponta que a rádio tem de contemplar todos os públicos, ''desde a música regional até a erudita, o que a rádio já vem fazendo''.
Após assumir a direção da rádio, Janete espera preparar um projeto com as novas propostas em 15 dias, apoiando-se em um relatório elaborado pelos jornalistas Patrícia Zanin, Jersey Gogel, Pedro Livoratti e Cristina Côrtes. A permanência de Janete na direção depende das eleições marcadas para o fim do ano. Se o pleito ocorrer em novembro, ela fica até dezembro; se for em março do próximo ano, ela segue até junho. Mas o novo reitor e vice-reitor eleitos podem também querer que ela permaneça. Sobre a greve marcada para o próximo dia 17, Janete não quer que a rádio pare: ''Ela irá funcionar como um suporte permanente para esses debates'', prevê a nova diretora.(R.S.G.)

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