Leandro, Cássia Eller, Renato Russo, Clara Nunes, Tim Maia. Além do sucesso na música e das mortes precoces, todos esses ícones da MPB terão mais uma coisa em comum: serão os homenageados do programa ''Por Toda a Minha Vida'', na Rede Globo.
A primeira atração, que foi ao ar como um especial de fim de ano, contou a história de Elis Regina (interpretada por Bianca Comparato quando adolescente e Hermila Guedes quando adulta). O sucesso da atração - teve média de audiência de 32 pontos e 36 de pico - fez com que a emissora incluísse o programa em sua nova programação, que estréia em abril.
A periodicidade ainda não está definida. ''A idéia inicial é que os especiais sejam ''quase bimestrais', intercalando as sextas-feiras com séries como ''Carga Pesada''', afirma o diretor Ricardo Waddington, responsável pelo programa. ''O sucesso do especial da Elis nos fez ver que existe um saudosismo do público por alguns artistas queridos que se foram. Por isso, a idéia é homenagear essas pessoas tão importantes para a música'', diz Waddington.
Mas uma coisa já está certa. O próximo ''Por Toda a Minha Vida'' será sobre o sertanejo Leandro. A vida e a carreira do cantor, que fez sucesso ao lado do irmão Leonardo, será o tema do ''docudrama'' (uma espécie de documentário que intercala imagens de arquivo com a interpretação de atores sobre fatos da vida do homenageado). A Globo ainda não definiu quem viverá o cantor na televisão.
O especial do sertanejo ainda está em fase de pré-produção. ''Eu já me encontrei com a família do Leandro em Goiânia, vamos começar a gravar os depoimentos e a selecionar o material de arquivo. Tem muita coisa boa'', adianta o diretor, que trabalhará com Rogério Gomes nesse especial.
Apesar de uma certa polêmica na homenagem a Elis - muito se falou sobre a omissão dos problemas com drogas e de sua morte, em 1982- , Waddington rebate as críticas. ''O programa presta uma homenagem aos artistas, não queremos depreciar a imagem de ninguém. É disso que se trata a atração'', afirma. Portanto, não espere que a homossexualidade de Renato Russo ou de Cássia Eller ou os porres homéricos de Tim Maia sejam retratados nas próximas homenagens. Provavelmente, isso não vai acontecer.

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