PROGRAMA - Cultura em rede para o Estado
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sábado, 25 de outubro de 2003
Jackeline Seglin<br> Reportagem Local 
Foi apresentado na sexta-feira, na Câmara de Vereadores de Londrina, o primeiro caderno do Programa Paranização, lançado oficialmente no início deste mês, em Foz do Iguaçu. A diretora presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra (CCTG), Nitis Jacon, apresentou o Paranização como um programa de política pública de Cultura do Estado.
Ela frisou que a proposta é diferente dos projetos de interiorização implantados até então no Paraná. ''Não se trata de levar cultura para o interior; esse é um programa de buscar o que se faz no Paraná, desenvolvendo um trabalho de inclusão cultural'', afirmou.
A idéia, segundo Nitis, é estadualizar o Teatro Guaíra (principal agente do programa), transformando-o num centro de irradiação de cultura. ''O Guaíra é do Estado. Não é o Teatro Municipal de Curitiba. Por isso, queremos criar um sistema estadual de cultura que tenha caráter de permanência, como o SUS, e que seja articulado com outras secretarias''.
Essa interface com outras áreas, além de prefeituras, instituições e iniciativa privada, será fundamental para o andamento do programa, já que o orçamento do governo prevê apenas R$ 500 mil (o orçamento original requeria quase o dobro do valor, mas os recursos foram cortados).
A partir da estrutura do CCTG, a idéia é criar uma rede estadual de fomento, pesquisa e criação cultural, formada por células (que surgirão de trabalhos já existentes ou serão criadas) apoiadas por agentes ativadores eles são os responsáveis pela organização de oficinas, palestras, cursos e atividades.
As premissas desse programa de quatro anos, de acordo com Nitis Jacon, são a continuidade (um dos problemas dos projetos de interiorização), a organização (através de uma rede virtual de comunicação) e a transversalidade (a cultura como meio e não como fim)'', disse.
Nitis Jacon salientou que o Paranização é um fruto de Londrina. ''Com a experiência dos Projetos de Maio do Filo e da Rede da Cidadania (programa desenvolvido pela Prefeitura de Londrina), a cidade é a incubadora desse programa'', ressaltou. O projeto piloto do Paranização, chamado Granada, foi criado em Londrina em maio deste ano, durante o Filo, integrando agentes para trabalhar o resgate de lendas, mitos, curiosidades e histórias de comunidades e bairros de 19 cidades.
O programa integra ainda trabalhos já existentes e que desenvolvem ações em caráter de continuidade e organização em alguns municípios. Entre eles estão os projetos No Te Olvides, de Londrina, desenvolvido em Arapongas e Dourados; Circo, de Londrina e Toledo, desenvolvido nas sub-regiões; e Rádio, de Curitiba (levado a Arapongas, Jataizinho e Ipiranga).
O caderno Paranização aponta que, para este ano, a meta é ter 20 células ativadoras e até o final de 2004, 50 células com microcircuitos.


