Assídua frequentadora do Festival de Teatro de Curitiba, a professora Maria Cristina Monteiro, da Pontifícia Universidade Católica, elegeu 10 peças num elenco de inúmeras opções. O critério de escolha se pautou em conversas com amigos apaixonados pela arte teatral. Como professora da área de Letras, ela destaca da Mostra Contemporânea os textos das montagens ‘‘Um Porto Para Elisabeth Bishop’’ e ‘‘Um Trem Chamado Desejo’’.
‘‘Um Porto...’’ recupera uma época, é um monólogo em que a linguagem foi colocada na medida certa. ‘‘Um Trem Chamado Desejo’’ brinca com o lúdico da linguagem, discutindo um tema seríssimo.’’, analisa. Do Fringe merece destaque a montagem de ‘‘Em Lugar Algum’’, realizada pela Cia. de Estranhos, de São Paulo, sobre a obra ‘‘Tempo de Despertar’’, de Oliver Sacks. ‘‘Saí do teatro com dores no corpo tamanha a tensão. Esse é um texto que despe o público’’, avalia. Da mostra alternativa, Maria Cristina marcou presença também na platéia de ‘‘Bárbara Não lhe Adora’’; ‘‘Esperando Godot’’; ‘‘Clarices’’.
Como todo anos, a professora sempre dá preferência às peças da abertura e fechamento do evento. Em sua análise, faltaram melhores amarras com a dramaturgia de ‘‘Fantasmas’’, na abertura do FTC, espetáculo que ficou muito aquém das expectativas. Comparativamente ao festival do ano passado, as peças escolhidas por Maria Cristina foram superiores, segundo sua avaliação. Ela incentivou os alunos a comparecer ao evento, fazendo campanha nas escolas em que leciona e na PUC.(F.F.)

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