Conseguir inspiração a partir de um fato supostamente banal. Isso, segundo o professor de literatura Luiz Carlos Simon, é algo típico de um grande cronista. ''O bom cronista precisa escrever com concisão e ter um senso de atualidade grande; conseguir se identificar com o tempo presente'', avalia Simon.

A arte de tratar de fatos do cotidiano e assuntos recentes de forma aparentemente despretensiosa é o que cria uma forte identificação com o leitor e tem feito com que as crônicas conquistem cada vez mais espaço como objeto de pesquisa no meio acadêmico. Prova disso é o livro ''Duas ou três páginas despretensiosas: a crônica, Rubem Braga e outros cronistas'' (Eduel), que Simon lança hoje em Londrina.

A obra é resultado de mais de dez anos de pesquisas sobre o tema e reúne ainda um capítulo inteiro dedicado a uma relação detalhada com mais de cem cronistas e seus livros no período de 1936 a 2010. Saiba mais na reportagem de Ana Paula Nascimento.

mockup