Produções londrinenses são premiadas
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quarta-feira, 07 de outubro de 2009
Francismar Lemes<br> Reportagem Local 
As artes cênicas londrinenses são destaque em três premiações da Fundação Nacional de Artes (Funarte), colocando Londrina como a cidade mais premiada do Sul do País.
Ao conquistar pela segunda vez o Prêmio Klaus Vianna no valor de R$ 100 mil, nesta edição para a circulação da montagem ''Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças'', a Companhia Ballet de Londrina, espera além de uma turnê nacional, realizar o sonho de se apresentar na Europa.
A Funarte também reconheceu com o Prêmio Myriam Muniz, no valor de R$ 40 mil cada, os projetos de circulação da peça ''Café Quente em Noite Fria'', da Fábrica Teatro do Oprimido, e de montagem do espetáculo ''Olhares Guardados Serão Mostrados'', direção Paulo Braz.
Os dois prêmios nacionais estão na quarta edição e têm o objetivo de impulsionar as áreas de dança e teatro, viabilizando parcial ou integralmente montagens e a circulação de espetáculos entre outras atividades.
Em 2006, o Ballet de Londrina ganhou o Klaus Vianna pela coreografia ''Fale Baixo''.
Para a companhia londrinense, o prêmio tem duplo significado. Além de reconhecer o trabalho do grupo, poderá carimbar o passaporte para uma turnê européia.
''Desde 2008, o Ballet de Londrina está em contato para se apresentar na Costa Rica, mas, a viagem a Assunção, no Paraguai, no mês passado, em que nos encontramos com representantes de várias embaixadas, abriu a possibilidade de nos apresentarmos na Europa em 2010. O dinheiro do prêmio torna o sonho possível'', acrescenta o diretor da companhia, Leonardo Ramos.
O espetáculo ''Olhares Guardados Serão Mostrados'' deve estrear no Festival de Londrina 2010 (Filo) e faz parte do projeto ''Especificidade Cênica para Pessoas com Deficiência Visual'', desenvolvido pelo ator e diretor Paulo Braz.
A peça reunirá em cena o DJ João Durval, o músico Marcos Santos, o escritor e ator Sebastião Narciso e os atores Flávio Cordeiro da Silva e Tatiane Quadros.
''Todo o elenco é formado por deficientes visuais, mas o espetáculo dá ênfase ao trabalho artístico e não à deficiência'', afirma Paulo Braz, que já dirigiu Sebastião Narciso e Tatiane Quadros em ''A Cidade e os Olhos'', espetáculo com a mesma abordagem.
O Myriam Muniz de circulação para a peça ''Café Quente em Noite Fria'', direção Roberto Sales, também é comemorado pela Fábrica do Teatro do Oprimido como o reconhecimento de uma pesquisa premiada, na semana passada, com o Prêmio Especial do Juri Pesquisa e Execução Musical, do Festival de Teatro de Campo Mourão (Fetacam).
''Para nós, o prêmio Myriam Muniz é muito importante porque não somos músicos e conseguimos realizar um espetáculo em que a música faz parte da narrativa'', avalia Nádia Burk, integrante do elenco do espetáculo.


