Inspirada no movimento cartoneiro criado na Argentina, Beatriz Bajo criou há um ano a editora Rubra Cartoneira. "Todos os nossos livros são produzidos artesanalmente com capas de papelão e criadas por artistas plásticos e vendidos por valores baixos, entre R$ 15 e R$ 25. Nosso objetivo é preservar o meio ambiente e fazer com que os livros tenham um tratamento de obra de arte desde o texto até a capa", afirma.
Após lançar cinco títulos na primeira tiragem - entre eles um escrito pelo compositor Chico César e outra pela poetisa londrinense Karen Debértolis -, Beatriz agora prepara novos volumes. "Vamos lançar em breve um livro escrito por um artista baiano chamado Tiganá Santana e outro de Anderson Fonseca, um carioca radicado no Recife", adianta.
Vendendo os livros da editora apenas pela internet para minimizar custos, a Rubra Cartoneira oferece aos autores a possibilidade de tiragens a partir de 50 exemplares. "Nosso custo de produção é baixo e temos condições de fazer tiragens pequenas que podem ser repostas conforme a demanda de vendas. Dessa forma fica mais fácil controlar os custos para continuar no mercado. Estamos satisfeitos com o resultado", diz. (M.R.)

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