"Império" passeia por dois universos distintos: o camelódromo e a cadeia de joalherias. Prato cheio para as equipes de cenografia, direção de arte e caracterização da novela. No geral, todos os personagens recorrem a maquiagem e figurinos sem grandes ousadias, bem ao gosto do atual naturalismo do autor. A não ser o protagonista, que, em uma espécie de misterioso luto eterno, só se veste de preto. "É algo que tem a ver com o passado do personagem", despista a experiente figurinista Helena Gastal.
Como inúmeras joias estarão no centro da ação da trama, uma extensa pesquisa foi feita durante o período de pré-produção da novela para buscar inspirações e criar peças exclusivas. Só para o acervo da joalheria Império, por exemplo, foram criadas mais de 200 peças. O processo impressionou Andréia Horta, que aproveitou a pesquisa da produção para se infiltrar na profissão de sua personagem, uma "designer" de joias. "São detalhes, que vão desde como se segura o monóculo ao processo de composição de cada traço da joia. É luxo só", empolga-se a atriz.

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