Problemas no ''paraíso''
Na outra ponta do progresso, os moradores já começam a notar os problemas decorrentes do aumento da população. O primeiro deles atinge exatamente o maior atrativo da região: o Lago Igapó. Quem passa por ele no final da tarde não escapa do mau cheiro, um sinal concreto do comprometimento da capacidade da rede de esgoto.
O assunto começou a ser discutido no final do mês passado entre moradores, construtoras e Sanepar. A companhia de saneamento reconheceu o problema e se comprometeu a construir uma nova rede coletora na região. O processo licitatório está previsto para este mês e as obras devem ficar prontas em dezembro, quando mais uma leva de 300 apartamentos serão entregues pelas construtoras.
''O progresso tem um lado bom e um lado ruim, o colapso do esgoto e a diminuição do sossego fazem parte do lado ruim'', comenta o líder comunitário Ewerton Cangussu, referindo-se ao trânsito inadequado para o número de veículos, outra grande reclamação dos moradores.
Apesar dos problemas, Cangussu é otimista e aposta na mobilização dos moradores para reivindicar melhorias. ''Em 1999 esse lago estava abandonado, não tinha nem calçada e pelo menos dois metros de mato na margem'', afirma, referindo-se a participação da associação na discussão do projeto de revitalização do Igapó 2, cujas obras foram entregues no início do ano. ''Nos sentimos responsáveis pelo lago, não só por nós, mas pela acolhida que o lago tem em toda cidade'', acredita o dentista, que se diz privilegiado por morar tão próximo de uma das maiores áreas de lazer da cidade.





