Problema exige medidas legais
O aumento da oferta de produtos ilegais não é uma exclusividade de Londrina, mas conforme relatou Milton Alexandre dos Santos, representante de vendas de filmes há 19 anos, a cidade se destaca pela grande abrangência da pirataria. ''A cada bimestre eu vou para São Paulo participar de reuniões com outros representantes. Lá, nossa cidade é motivo de chacota devido ao grande número de produtos piratas. Ela está entre as dez cidades do Brasil com maior índice'', sentenciou.
Santos acredita que a pirataria não será solucionada, mas também ressalta que alguma providência precisa ser tomada. ''Queremos mais fiscalização. Não dá pra ficar desse jeito. Fiquei sabendo que, assim que foi lançado o filme '2 Filhos de Francisco', uma única banca de DVDs piratas vendeu dois mil filmes em uma semana'', disse.
Um grupo de proprietários de videolocadoras se uniu na cidade para redigir uma carta solicitando ''medidas cabíveis contra essa prática ilícita''. O documento foi encaminhado no dia 31 de agosto ao Ministério Público de Londrina, através de Leonir Batisti, coordenador da Promotoria de Investigações Criminais (PIC). Segundo o relato, ''Londrina tornou-se um grande centro de distribuição e venda de DVDs piratas'', que ''estão deteriorando o conteúdo legal (...), atingindo toda uma cadeia produtiva, cidadãos que agem conforme a lei, pagam seus impostos e geram empregos''. Em anexo, a carta destaca 14 pontos de venda a serem fiscalizados.
De acordo com Batisti, a situação é bastante clara, entretanto trata-se de um problema principalmente municipal. ''Vamos tomar providências, sim, mas junto ao órgão responsável pela fiscalização do município. Precisamos definir o que fazer. Temos dois problemas: primeiro, o Código de Postura não autoriza que essas pessoas vendam; segundo, parece claro que a procedência desses produtos não é legal'', declarou. O promotor acrescenta que a prefeitura já foi comunicada, mas ainda não definiu nenhuma ação para o assunto.(L.O.)





