A privatização da linha turística Curitiba-Paranaguá trouxe mais conforto e tranquilidade para viajar de trem e um novo fôlego para as cidades históricas que vivem do turismo. Antes, o trecho estava sucateado e chegou até a ser desativado por conta do abandono e falta de passageiros. De maio do ano passado para cá, depois que a concessionária Serra Verde Express assumiu o trecho, já foram investidos mais de R$ 3 milhões para recuperar estações, máquinas e frota de vagões.
Hoje, o turista pode escolher entre diversas opções de viagem. Uma delas é a Litorina, um trem automotriz, ou seja, que não precisa de máquina para puxar. Neste veículo podem viajar até 168 passageiros, com direito a ar condicionado, bancos reclináveis, serviço de bordo e comissários bilíngues. O nome, Litorina, não vem de litoral, como se pode imaginar, mas de Litória, uma cidade da Itália onde eles começaram a ser fabricados.
Já o trem, que dispõe de 971 lugares em 20 vagões, oferece três opções: as categorias ‘‘convencional’’ (veículo onde ainda não foi feita a reforma estética, apenas mecânica, e que conta com um comissário para cada três vagões); turística (com reforma estética, como pintura externa, e um comissário para cada dois vagões); e ‘‘executiva’’ (com um comissário para cada vagão, janelas panorâmicas e bancos de melhor padrão).
Os preços de cada viagem são diferenciados e variam de R$ 7,00 (crianças até 12 anos no trecho Paranaguá-Curitiba em vagão turístico ou convencional) a R$ 45,00 (adultos, de Litorina, nos finais de semana, no trecho Curitiba-Paranaguá-Curitiba).
A Serra Verde também está comercializando uma fita de vídeo produzida pela Brasvídeo, mostrando toda a beleza do passeio pela Serra do Mar e as características das cidades de Curitiba, Morretes e Paranaguá, entre outras atrações do percurso. A fita tem versões em português, alemão, inglês, espanhol, italiano e japonês. A intenção é atrair cada vez mais os turistas estrangeiros, em especial os europeus, que têm predileção por passeios de trem. (L.H.)

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