Primeiros passos no palco
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de novembro de 1997
Jackeline Seglin Londrina 
Paulo WolfgangOs 11 alunos formados pela Escola Municipal de Teatro estréiam espetáculo no fim do mês, turma começou com 80 pessoasInaugurada em 1996, a Escola Municipal de Teatro de Londrina vai formar sua primeira turma no próximo dia 28, com a apresentação do espetáculo Alice Através do Espelho, uma adaptação de textos do inglês Lewis Carroll. Dirigida por Paulo de Moraes, a montagem ficará em cartaz por três meses (de quinta a domingo), na rua Paraíba, 533 (barracão ao lado do Empório Guimarães).
Os alunos da escola que subirão ao palco pela primeira vez juntos estão pra lá de empolgados. É o momento de mostrar a cara. Não só a nossa, mas a da Escola também, diz Bruno Morais. Vamos colocar em prática tudo o que aprendemos.
Paulo WolfgangJoão Marcelino
apressa-se com os figurinos:
estréia é dia 28
Nestes quase dois anos, a escola passou por vários processos; uns agradáveis, outros, nem tanto. Tivemos problemas com espaço, falta de professores. Mas valeu a pena para mostrar a importância do teatro na vida das pessoas. É gratificante ver que tem gente confiando no nosso trabalho. É muito gostoso, comemora Izildinha Spisca. Qualquer escola passa por momentos difíceis e com a gente foi assim. Mas foi lucrativo, porque vivenciamos o dia-a-dia, Bruno Morais.
Esses alunos saem do curso com uma perspectiva: serem disseminadores da Escola de Teatro. As pessoas precisam saber do trabalho da escola. Além disso, queremos dar continuidade ao nosso trabalho. Não queremos que ao terminar o curso, esse grupo morra. Os alunos não querem se afastar do processo. Segundo Paulo de Moraes, existe a idéia de a Escola Municipal de Teatro ter uma companhia estável. Mas esse é um projeto que não dá para viabilizar agora por falta de verba.
Seleção A Escola de Teatro ofereceu várias experiências aos 11 alunos, que têm idade entre 16 e 66 anos. Gosto de teatro desde a infância, sempre frequentei e já fiz várias experiências. Depois de dois anos de escola, de técnica, a gente vê que tinha muita coragem de pisar no palco antes. Quando abriu essa oportunidade na escola, eu fui atrás. Sem contar que é um projeto economicamente ao alcance de uma aposentada, observa Lia Maria Souza, de 66 anos.
Gelson Amaral
emprega seu talento para
compor os cenários
Através de um convênio entre a Fundação Cultural Artística (Funcart) e a Prefeitura de Londrina, a Escola abriu suas portas. Em 96, mais de 80 pessoas queriam disputar uma vaga no curso de teatro. No início, não tinha pré-seleção. Muita gente fazia na loucura, por fazer, e depois desistia. Só termina mesmo o curso quem está a fim, contam os alunos. Foi uma seleção natural. Tivemos muito preparo técnico, conhecemos um pouco da história do teatro, foi um trabalho árduo... Tudo isso ajudou, comenta Maria Enê Souza Jennerich. Hoje, a escola tem oito professores para três turmas adultas e uma infantil.
A primeira turma da escola é formada por Izildinha Spisca, Rodrigo Fregnan, Lívia Oliveira, Deby Tavares, Flávio Pistori, Carla Diacov, Maria Enê Jennerich, Bruno Morais, Flávia Menezes, Rafaela Rocha e Lia Maria Souza.


