Os olhos negros de Jéssica Ellen ganham brilho intenso quando a morena de traços delicados fala do seu primeiro papel na tevê, a Rita de ''Malhação''. A personagem sueca que chegou na escola roubando olhares dos alunos, voltou ao Brasil para encontrar o verdadeiro pai. A determinação, característica forte da atriz, é o que a aproxima de sua personagem. ''Isso é tão forte nas duas que às vezes me pergunto: 'quem é Ellen? Quem é Jéssica?'. Mas fora isso, o perfil tímido da Rita contrasta com o meu jeito alegre, falante e dançante de ser'', observa.
O encanto pelas artes surgiu aos 13 anos, quando a jovem entrou para o balé em uma academia na Rocinha, onde mora desde pequena. Certa do caminho que pretendia seguir, focou nos estudos e foi chamada para participar do projeto social ''Novos Horizontes'', um reforço à escola, que lhe rendeu uma bolsa de estudos de um mês na Inglaterra. Foi a dedicação da carioca de 20 anos que, aos poucos, abriu as portas para que a arte entrasse de vez em sua vida.
No folhetim da Globo, Jéssica vive a filha da protetora Luiza, interpretada por Thalma de Freitas. A atriz explica que os atores que estão no início da carreira são constantemente ajudados pelo elenco de mais experiência na tevê. Para Jéssica, isso a faz ter segurança em frente às câmaras. Entretanto, a atriz ressalta que sente dificuldade nas cenas em que há festas na trama. ''Como a Rita é tímida, ela não se solta nas festas. Para mim, que vivo a dança desde cedo, é difícil me conter. Dá vontade de sair dançando por aí'', diz aos risos.
Antes de entrar para ''Malhação'', a atriz questionou se deveria interromper a faculdade de Teatro e de Dança para tentar a carreira na tevê. Mas, quando recebeu a notícia de que tinha passado, após três testes, não teve mais dúvidas. ''Não tinha como recusar. A minha faculdade estava em greve havia três meses e isso veio como um presente na hora certa'', orgulha-se.

Nome: Jéssica Ellen Dias da Costa.
Nascimento: Em 16 de junho de 1992, no Rio de Janeiro.
O primeiro trabalho na tevê: ''Malhação''.
Atuação inesquecível: ''Quando gravei uma cena inteira com o Mocotó'', diz referindo-se ao personagem de André Marques.
Interpretação memorável: ''A primeira peça a que assisti, da minha professora de teatro Virgínia Maria. Vê-la no palco me inspirou a ter o mesmo desejo de estar ali''.
Momento marcante: ''Quando ganhei a bolsa de estudos na Inglaterra, em um concurso que envolvia 30 alunos de favelas que tivessem bom desempenho na escola''.
Ao que gosta de assistir: ''Na Moral'' e ''Mais você''.
O que falta na televisão: ''Nunca parei para pensar nisso. Agora que não sou apenas telespectadora, estou começando a criar o meu senso crítico''.
O que sobra na televisão: ''Acho que está completa. Os temas são abordados por alguma razão. Se são abordados mais de uma vez, é porque a mensagem precisa ser reforçada''.
Ator: José Mayer.
Atriz: Alinne Moraes.
Com quem gostaria de contracenar: Taís Araújo.
Se não fosse ator, o que seria: Professora de História.
Novela preferida: ''Cobras e Lagartos'', de 2006.
Cena inesquecível na tevê: ''O primeiro beijo de Kayky Brito em 'O Beijo do Vampiro'''.
Melhor trilha sonora de novela: ''Chocolate com Pimenta'', de 2003.
Melhor abertura de novela: ''Da Cor do Pecado'', de 2004.
Vilão mais marcante: ''Carminha, de Adriana Esteves, em 'Avenida Brasil'''.
Personagem mais difícil de compor: ''Qualquer personagem que tenha perfil bem próximo ao meu''.
Melhor bordão da tevê: ''Tô pagando'', da personagem Lady Kate, de Katiuscia Canoro, no humorístico ''Zorra Total''.
Que novela gostaria que fosse reprisada: ''O Beijo do Vampiro'', de 2002.
Que papel gostaria de representar: ''Todos, desde mocinha à vilã''.
Com quem gostaria de fazer papel romântico: Rodrigo Simas.
Filme: ''Um Amor para Recordar'', do diretor americano Adam Shankman.
Autor predileto: Pedro Bandeira.
Diretor favorito: João Fonseca.
Vexame: ''Quando eu e um amigo passamos por uma roda de crianças sem pedir licença, porque estávamos atrasados para uma festa. Quando nos demos conta, percebemos que era um ensaio de dança. Fomos vaiados e fiquei triste por ter atrapalhado''.
Projeto: ''Mostrar para as meninas das favelas do Rio que elas podem chegar onde quiserem através do estudo''.

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