Pouco mais de um mês após o incêndio que destruiu o Cine Teatro Ouro Verde, a reconstrução ainda está longe de se concretizar. Com a sua estrutura recém-liberada pela perícia, o teatro ainda aguarda os recursos necessários para conseguir respirar novos ares. O problema, agora, é definir quanto tempo e quanto dinheiro será necessário para o espaço cultural finalmente reabrir suas cortinas.
Estimando altos custos para os 'primeiros passos' na reconstrução do Teatro, a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Estadual de Londrina (Fauel) firmou um convênio com a UEL para a captação pública de recursos. ''Nós já sabíamos que seria preciso buscar, em algumas etapas, parceiros financeiros. Sozinha, a Universidade não tem condições de reerguer o Ouro Verde sem prejudicar seus outros projetos'', admite Cristianne Cordeiro Nascimento, Pró-reitora de Extensão da UEL e uma das gerentes do plano de captação. ''Por isso, estamos pedindo ajuda da sociedade. O londrinense tem um verdadeiro caso de amor com o Ouro Verde, e acredito que muitas pessoas vão estar contentes em ajudar'', afirma a professora, ressaltando que ainda não existem estimativas para os valores finais da execução dos projetos arquitetônicos.
''Antes de solicitarmos o dinheiro para a reconstrução ao Governo, precisamos definir as adaptações que serão feitas nessa reforma'', explica a professora Silvia Galvão, diretora do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU) da UEL e também uma das envolvidas na iniciativa da arrecadação pública. A professora explica que o dinheiro captado será destinado, em primeiro lugar, para ajudar na limpeza minuciosa do local. ''O projeto original será mantido, mas precisamos limpar tudo, analisar cuidadosamente o que sobrou, definir o quanto que poderá ser reaproveitado da estrutura e como serão feitas as novas adequações de segurança'', aponta.
Com o trabalho de buscar, encontrar e preservar o que sobrou de valioso nas ruínas do teatro, o projeto de limpeza será gerenciado de perto pelas professoras Silvia Galvão, Cristianne Cordeiro Nascimento e Magali Kleber, diretora da Casa de Cultura. ''Precisamos retirar do local, acondicionar e reparar os objetos históricos. Muitas peças da década de 50 ainda precisam ser recuperadas'', analisa Cristianne. ''As primeiras reformas são voltadas para a retirada e preservação de material importante. Para este serviço, estamos fazendo cotação com empresas especializadas. Não é uma demolição. É um resgate do patrimônio da cidade'', concorda Silvia, ressaltando que os gastos dos recursos captados serão supervisionados pelo Ministério Público.
''Quem olha de fora, pode não perceber o trabalho que está sendo feito, diariamente, para a reconstrução ser realizada da maneira mais rápida e transparente possível'', declara Silvia, afirmando que a previsão é de que a reconstrução efetiva do Ouro Verde tenha início 60 dias após o início dos trabalhos de limpeza inicial. ''Qualquer ajuda financeira vai ser muito importante para acelerar este processo'', enfatiza.
Entre as ações de captação já definidas pela UEL e pelo Ministério Público está a do patronato de 500 poltronas do novo Ouro Verde - o custo para 'batizar' um assento é de R$ 5 mil. A arrecadação também será feita através de doações, de qualquer valor, que devem ser depositadas em uma conta bancária exclusiva. Outras iniciativas de captação de recursos serão divulgadas, em breve, pela UEL.

Serviço:
- Doações podem ser feitas para agência 4113 do Banco Itaú, conta corrente 14888-8. Informações sobre o patronato de poltronas pelo telefone (43) 3321-3262 ou pelo e-mail: [email protected].

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