Primeiras experiências ainda na universidade
A proximidade com o universo da arte, ainda na faculdade, é um dos fatores que colaboram para encaminhar o estudante para as primeiras experiências em curadoria, com a vantagem de estar sob a orientação dos professores. No Paraná ainda não existem cursos específicos, mas iniciativas de cursos afins, como os de Artes Visuais e Educação Artística, dão aos estudantes oportunidades de experimentar.
''Quando você está trabalhando com arte é sempre uma opção. Passa a se preocupar mais com o processo da exposição. Como já está estudando arte, tem outro olhar. Passa a pensar como o curador organizou o espaço, as escolhas que fez'', afirma Elisandra de Oliveira, de 27 anos, aluna do curso de Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas, da Universidade Federal do Paraná, que recentemente participou da curadoria da exposição da ceramista Marília Dias, no Museu da UFPR.
Kelly Rangel, de 29 anos, colega de curso de Elisandra, não considera a atividade como uma profissão. ''Penso como um trabalho paralelo. Também trabalho com outras linguagens como a fotografia e a gravura'', avalia a estudante.
Já Patricia Stuart, de 29 anos, recém-formada em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas pela UFPR, pretende investir na atividade como profissão. Ela teve projeto aprovado este ano pelo edital de Ocupação de Espaços Públicos, da Fundação Cultural de Curitiba e vai fazer uma exposição da obra de Mohamed, artista que se destacou em Curitiba na década de 80 ao participar dos eventos ''Moto contínuo'' e ''Bicicleta''.
Patricia também acumula experiência como monitora no Museu da UFPR. ''É muito mais fácil circular numa área em que você já está atuando. Criei o projeto da exposição para que esse trabalho pudesse atingir mais gente''.





