São Paulo, 19 (AE) - Começa amanhã (20) a etapa semifinal do 2.º Prêmio Visa de MPB - Edição Vocal. Cantam, a partir das 19 horas, no Teatro Cultura Artística, quatro dos 12 candidatos classificados para a fase semifinal: o baiano Alexandre Leão, a paulistana Mônica Salmaso, o quarteto maranhense Shekynah e a carioca - mas cuja carreira se desenvolveu no Piauí - Patrícia Mello. A entrada para a apresentação é gratuita e os ingressos devem ser retirados na bilheteria do teatro.
O Prêmio Visa de MPB, produzido pela Rádio Eldorado e patrocinado pelos cartões Visa, vai dar, em prêmios, para os cinco finalistas, R$ 63 mil - a maior premiação já registrada num festival brasileiro de música. O grande vencedor, cujo nome vai ser conhecido no dia 31 de maio, receberá R$ 40 mil, e gravará um disco pela Eldorado. O regulamento do festival não exigiu ineditismo dos candidatos - foram 1.235 inscritos, dos quais 24 se classificaram para a etapa eliminatória. Desses 24 saíram os 12 que estão na semifinal.
O cantor Alexandre Leão está trabalhando no preparo de seu primeiro disco-solo. Também compositor, já foi gravado por Maria Bethânia (Paiol Ouro, no disco "Memória da Pele", de 1989) e Belô Velloso (Brincando). É um cantor de muitos dotes, que se acompanha ao violão em integração bem resolvida, suingada
sutil. Candidato forte, Alexandre, de 28 anos, toca e canta profissionalmente desde a adolescência.
Mônica Salmaso gravou dois discos - um em duo de voz e violão com o violonista Paulo Bellinati (Afro-Sambas) e outro solo (o admirável Trampolim). Participa da Orquestra Popular de Câmara, gravou com Bellinati a faixa "A Felicidade", do Songbook Tom Jobim produzido por Almir Chediak, e sua gravação de "Chovendo na Roseira" (também de Jobim) esteve na trilha sonora da telenovela "Colégio Brasil", do SBT. É, enfim, uma cantora experiente, de imenso talento, que vem sendo considerada uma das grandes revelações do canto feminino da música popular.
O Prêmio Visa - Edição Vocal aceitou inscrições de cantoras, cantores e grupos vocais. Inscreveram-se mais cantoras do que cantores e poucos grupos vocais. Um deles chegou à etapa semifinal, Quarteto Shekynha, do Rio Grande do Norte, formado por Jacy (soprano), Bethinha (contralto), Neemias (tenor) e Augusto (baixo). O grupo existe há dez anos e realiza trabalho elaborado, inventivo, rico. Grava jingles, participa de festivais - tem, enfim, vida ativa e profissional.
Sua formação - duas vozes masculinas, duas femininas - é incomum na música popular brasileira (a grande maioria dos nossos grupos, que não são muitos, é de quartetos vocais só masculinos, como o MPB-4 e o Boca Livre). O Shekynah explora bem as diferentes vozes e entre elas se destaca a do tenor Neemias que, além disso, tem desenvolta presença de palco.
A última candidata a apresentar-se amanhã é a carioca Patrícia Mello, que começou carreira em Teresina, no Piauí, e voltou para o Rio em 1995. Desde então, apresentou-se em casas conceituadas, como O Rio Jazz Club, o Teatro da Gávea, o Greenwich Village, o Vinícius, o Café Teatro de Arena. Ela é homônima da escritora de novelas policiais, mas são pessoas diferentes. E, embora seja também compositora, Patrícia preferiu (como aliás todos os compositores da noite) cantar clássicos da MPB - no caso dela, com alguma incursão pelo pop. Nas próximas semanas, serão realizadas as outras duas semifinais do Prêmio Visa - Edição Vocal e definidos os cinco finalistas.

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