Xingu - O etnógrafo alemão Karl Von Steinen liderou a primeira expedição no Alto Xingu, em 1884. Mas a região só começou a ser desbravada em 1944 com a Expedição Roncador-Xingu, organizada pelo governo para abrir e construir campos de pouso naquela área ainda inexplorada. Dois anos depois, os irmãos Leonardo, Cláudio e Orlando Villas-Boas passaram a integrar as expedições e a trabalhar pela causa dos índios.
Em 1961 foi criado o Parque Nacional do Xingu, com 28 mil quilômetros quadrados de área. A reserva foi dividida em três partes: norte (Baixo Xingu), região central (Médio Xingu) e sul (Alto Xingu). A idéia era proteger o meio ambiente e os nativos. Com a criação da Fundação Nacional do Índio (Funai), em 1967, o local virou Parque Indígena do Xingu.
Orlando Villas-Boas dirigiu o parque por 17 anos. E criou um programa de assistência médica por meio de convênio com a Universidade Federal de São Paulo, que também cede professores que ensinam português. Na década de 1980 começaram as invasões de pescadores e de caçadores ao território do parque. No fim dos anos 90, as queimadas em fazendas pecuárias ameaçavam atingir o parque e as madeireiras chegavam perto dos limites demarcados.
Atualmente, a população indígena em Mato Grosso é de 25.123 indivíduos. Em todo o Brasil, estima-se que haja 345 mil contando-se os que vivem nas aldeias. Fora delas, calcula-se que existam de 100 a 190 mil índios. Historiadores estimam que antes da chegada dos portugueses havia entre 1 milhão e 3 milhões de índios e 1.400 tribos.
Para visitar o Parque Indígena do Xingu é preciso pedir autorização com antecedência. O interessado tem de redigir uma carta com os motivos pelos quais quer ter acesso ao parque e apresentar carteira de vacinação. Pode levar meses para se obter a permissão. (C.V.)

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