PREVENÇÃO - Dengue: vamos dar um basta
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segunda-feira, 09 de maio de 2011
Ana Paula Nascimento <br>Reportagem Local 
Muita gente sabe que a dengue mata e quais os cuidados que devem ser tomados para prevenir a doença, mas o problema continua e se alastra por todo o Paraná. E mesmo com as temperaturas mais baixas os cuidados não podem ser minimizados. No Estado, já são mais de 15 mil casos da doença e 13 mortes confirmadas. Preocupada com a falta de conscientização das pessoas, a professora Loreane Stefanon, que dá aulas de Português, decidiu montar o projeto ''Dengue: vamos dar um basta'' aproveitando a curiosidade e o empenho das crianças.
Nas turmas da 3 série da Escola Municipal Professor Sebastião Feltrin, de Rolândia, há três meses o tema tem gerado uma série de atividades interdisciplinares, envolvendo também as aulas de Geografia, Ciências, Informática e Arte. Ações dirigidas à comunidade externa também foram programadas e contaram com distribuição de panfletos pelas ruas e fixação de cartazes confeccionados pelos alunos no comércio das proximidades da Vila Oliveira, onde a escola está localizada.
''Foi bem legal. Ficamos um pouco nervosos, mas não envergonhados de falar com as pessoas'', comentou um grupo de estudantes. E a elaboração do material didático feito pelos alunos contou com a colaboração da professora Sílvia Bento, do Laboratório de Informática. ''É um trabalho bem interessante, que auxilia na interpretação de mundo, fundamental para aprenderem consequentemente a fazer a leitura das palavras'', afirma Sílvia.
Um teatro sobre as medidas de prevenção está sendo finalizado e será apresentado para outras escolas da rede. Com bom humor, os estudantes procuraram enfocar através dos personagens os diferentes níveis de conscientização sobre a doença causada pelo mosquito Aedes aegypt - caracterizado na encenação com figurino feito de materiais recicláveis. Teve o vovô, o jovem, a moça metida (''mas consciente'') e a mãe com a filha que participaram de uma enquete sobre o problema. ''É uma doença terrível, que mata mesmo, é de arrepiar'', enfatizava uma das falas, durante o ensaio que teve coordenação da professora Josilene Alves.
Nos corredores da escola, o assunto também não deixa de ser destacado diariamente em murais com recortes de jornais sobre a epidemia, no varal com poesias sobre o tema, além de cartazes com desenhos dos alunos. ''Procuramos trabalhar com vários gêneros de texto, como o poético, o institucional, o informativo, o instrucional e o narrativo, e o fato de ser um assunto atual deixa os alunos mais motivados'', comenta Loreane.
Levar as informações trabalhadas por eles até os moradores da cidade também foi um incentivo a mais: ''A escola desempenha um papel social importante e ela deve levar o conhecimento além dos próprios muros. É necessário um envolvimento de toda a sociedade e tornar público os textos produzidos pelos alunos dá um peso maior ao trabalho de produção textual, fazendo com que eles percebam a função social do texto e valorizem mais o que fizeram'', ressalta a professora, orgulhosa da dedicação dos seus alunos.
O projeto ainda realizou um concurso para a escolha do melhor texto sobre a dengue. Foram selecionados os textos dos alunos Mariana Salviato e Elias Biondo, que como prêmio irão ler em breve suas produções de texto na Rádio Líder FM, de Rolândia.


