Prepotente, mas bem humorada
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de janeiro de 1997
Cleide Cavalcante Agência Estado. 
Muito feliz na pele de Teodora, Débora Bloch está arrasando em Salsa e Merengue, da TV Globo. Sua personagem tem cativado - não pela bondade - o grande público. A Teodora é única, diz. Aliando o perfil de Teodora à interpretação impecável de Débora, o resultado só podia ser um sucesso. Adoro fazer comédia. Acho um privilégio fazer rir. O humor é uma coisa maravilhosa na ficção e na vida. confessa.
E a atriz leva esta definição a sério. Só mesmo muito humor e disposição para suportar o ritmo intenso de trabalho que Débora vive no dia-a-dia. Dividindo seu tempo entre as gravações da novela, no Rio, e a administração de sua casa, em São Paulo, ela ainda reserva tempo para a pequena Júlia e o marido Olivier. Apesar do corre-corre do casal - ele tem uma Boulangerie e está para inaugurar a segunda, em São Paulo, e também trabalha como modelo - , eles já pensam em ter mais um filho. A seguir, os principais trechos da entrevista que a atriz concedeu à Agência Estado.
O que você está achando de participar deste projeto que marca a estréia de Miguel Falabella como autor de novelas?
Débora Bloch - Estou adorando. Sou amiga do Miguel há muitos anos e fico orgulhosa do trabalho dele. Estou adorando o meu personagem e o considero um presente do Miguel pra mim.
Salsa e Merengue está há pouco tempo no ar. Apesar disso, sua atuação já vem sendo muito elogiada pela mídia. Isto sempre acontece? Já foi criticada por algum trabalho?
Débora Bloch - A mídia tem sido generosa comigo. Só tenho a agradecer.
Como você define sua personagem?
Débora Bloch - Teodora é uma mulher muito rica, prepotente e abusada. Uma mulher politicamente incorreta, mas também muito solitária e carente.
Fora das telas, você já topou com muitas Teodoras?
Débora Bloch - A Teodora é única. Não se esbarra com pessoas como ela facilmente. Ela tem um humor e faz citações muito peculiares da inteligência do próprio Miguel. Mas vejo pessoas que têm algumas características dela.
A Teodora tem uma certa comicidade. Você se sente mais à vontade com personagens deste tipo?
Débora Bloch - Adoro fazer comédia. Acho um privilégio fazer rir. O humor é uma coisa maravilhosa na ficção e na vida. Para mim, o importante é fazer um bom texto, uma boa idéia, um bom personagem. Na verdade, não importa se estou fazendo drama ou comédia.
Em As Pupilas do Senhor Reitor, você esteve pela primeira vez fazendo uma novela de época. Como foi esta experiência?
Débora Bloch - Eu gosto de pesquisar e um trabalho de época lhe obriga a isso. Além disso gosto da estética de época.
O que pesa na hora de aceitar um trabalho?
Débora Bloch - O texto, as pessoas envolvidas no projeto, as idéias e o personagem.
Entre novelas, minisséries e programas do tipo A Vida Como Ela É e Comédia da Vida Privada, o que mais lhe agrada?
Débora Bloch - O que me agrada é um bom texto, uma boa equipe, seja aonde for.
Poderia falar um pouco da peça Cinco Vezes Comédia? Como foi a temporada?
Débora Bloch - Fizemos 1 ano de temporada e foi maravilhoso. Viajamos pelo Brasil sempre com teatros lotados. Adoro o texto do Mauro Rasi, que eu fazia com enorme prazer. E, além disso, estava trabalhando com meus melhores amigos. Pra mim, não tem nada melhor.
Como é dividir-se entre o Rio de Janeiro e São Paulo?
Débora Bloch - É cansativo. Mas, ao mesmo tempo, divertido porque você aproveita o que tem de mais bacana em cada cidade.
Você conheceu Olivier, seu marido, aqui no Brasil? Como e quando foi este encontro?
Débora Bloch - Eu o conheci no Brasil, fomos apresentados por uma amiga em comum e, um ano depois, eu o encontrei em São Paulo. Eu estava fazendo a peça Fica Comigo Esta Noite, e estávamos hospedados no mesmo flat. Ele foi ver a peça e começamos a namorar.
Agora que a Júlia já está crescidinha vocês pensam em ter outro filho?
Débora Bloch - A Júlia está com 3 anos e temos vontade de ter outro filho.
Como você consegue manter a forma com as tentações da Boulangerie?
Débora Bloch - Faço uma alimentação saudável e de baixa caloria no meu cotidiano, levando minha comida para as gravações para tentar manter uma dieta saudável, sem gorduras e açúcar. Mas, de vez em quando, se me dá vontade, como de tudo. E faço sempre muito exercício. Quanto aos pães do meu marido, muitos deles são sem gordura e sem açúcar. Costumo comer o pão integral toda manhã, que é uma delícia. Mas, de vez em quando, como as tortas e os croissants, ninguém é de ferro!
Em sua opinião, o que a Boulangerie tem de melhor?
Débora Bloch - É difícil escolher viu! Acho que os melhores são o croissant, a baguette rústica e a torta de chocolate. São os meus preferidos.
Assim como o Olivier, você também gosta de preparar guloseimas?
Débora Bloch - Não sou muito boa nisso. Lá em casa quem é fera na cozinha é o Olivier.
Quais são seus planos profissionais para este ano?
Débora Bloch - Estou lendo textos para montar.


