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Preparem-se para ver as séries na poltrona

Giselle Itié revela que Eva desvendará falso curandeiro de 'O Escolhido' na segunda temporada que estreia na Netflix

Fabiana Schiavon/ Folhapress
Fabiana Schiavon/ Folhapress

De repente, grávida! Foi assim que Giselle Itié, 37, se viu há alguns meses após terminar a gravação da segunda temporada de "O Escolhido", que deve estrear ainda neste mês na Netflix. A atriz se preparava para mergulhar em um novo projeto no cinema, quando descobriu estar grávida do primeiro filho.

"Estava escrevendo o roteiro de um filme com temática indígena e já íamos começar a rodar. Mas a gente precisa ver o lado positivo das coisas e decidi desacelerar", diz a atriz. Ela namora o ator Guilherme Winter, 40, desde 2015, e o casal espera um menino.




Se a produção do longa teve que ser adiada, Itié comemora sua entrada para elenco de "O Escolhido", que traz Paloma Bernardi como a protagonista Lucia, e que foi inspirada na série mexicana Niño Santo. O suspense sobrenatural narra a história de um curandeiro, o Escolhido (Renan Tenca), que mantém uma comunidade isolada no meio Pantanal e faz com que os moradores recusarem remédios e vacinas.


Gisele Itié será a jornalista Eva que vai até a região para investigar o que acontece com a comunidade. A personagem aparece no primeiro episódio da nova temporada obcecada em desmascarar esse homem que controla a população e também se aproveita da fragilidade de algumas mulheres, principalmente da personagem Angelina (Alli Willow).


"Eva chega lá e descobre toda a verdade", revela a atriz, que se inspirou na jornalista Sabrina Bittencourt para compor a personagem. "A Eva é como ela [Sabrina Bittencourt]. Tem esse movimento de querer proteger as mulheres desses curandeiros que se acham semideuses."


A ativista social Sabrina de Campos Bittencourt ficou conhecida por denunciar uma série de abusos sexuais, entre eles o que levou à prisão o médium João de Deus. O suicídio da ativista foi noticiado no dia 3 de fevereiro deste ano, e, no relato de seu filho mais velho, ocorreu no Líbano, onde ela estaria com a namorada.


Giselle Itié interpreta Eva, inspirada na ativista Sabrina Campos Bittencourt, que se suicidou em fevereiro no Líbano, causando polêmica nas redes
Giselle Itié interpreta Eva, inspirada na ativista Sabrina Campos Bittencourt, que se suicidou em fevereiro no Líbano, causando polêmica nas redes | Divulgação
 


Feminista, Itié afirma que ficou feliz em receber o convite da Netflix para interpretar a Eva. "De um tempo para cá, estou muito imbuída nesse movimento [feminista] e é muito gratificante falar sobre isso usando a minha profissão, não só como cidadã", diz atriz, que deseja ter parto natural e mantém contato com uma rede de mulheres que lhe ajudam no processo da maternidade.


Se o elenco de "O Escolhido" sofreu um pouco ao gravar cenas em uma cidade afastada de Natividade, no Tocantins, Itié afirma que só curtiu o momento. "Sou uma pessoa do mato, então prefiro mil vezes estar lá do que em um estúdio gelado. O mais difícil foi suportar o calor, mas tinha a ver com a personagem que se enfia na comunidade de calça jeans e mochila. Foi enriquecedor passar o perrengue que a personagem tinha de passar. Estava derretendo, era difícil até falar."


'Capitalizada até na gravidez'


Grávida de seis meses, Gisele Itié se prepara para dar o primeiro neto a sua família e a de seu namorado, Guilherme Winter. "Uma criança cria uma loucurinha nas nossas vidas. Estou de mudança para São Paulo porque quero ficar mais perto de minha família", diz a atriz, que aproveita o momento também para se unir a outras mães.


"Assim que eu anunciei a minha gravidez, muitas mulheres vieram conversar comigo sobre maternidade. É bacana criar esse clima de sororidade em que a gente possa se acolher e se informar juntas. É maluco como a mulher é capitalizada até nesse momento que é tão meigo", diz.


A atriz afirma que se informando muito sobre o que é mito e o que não é na gravidez e que tem se preparado para fazer um parto natural e humanizado. "Quero que o bebê venha ao mundo do modo mais natural possível", diz Itié que quer desde já combater a masculinidade tóxica imposta às crianças.


Ela diz que é importante que as mulheres incluam os homens nesse processo da gravidez desde o início. "É preciso trocar a palavra 'obrigado' por 'obrigação' e, também, abraçar esse pai, esse parceiro, para que todo mundo poda estar junto e informado."


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