PRÊMIO
SHARP SERÁ
ENTREGUE HOJE
Paulo Autran é o
homenageado da noite
na área de teatro. Jackson
do Pandeiro recebe
homenagem póstuma
Bruno Garcez
Agência Folha

Reprodução
Aos 75 anos, Paulo Autran quer entregar pessoalmente os prêmios aos vencedores do teatroA
cerimônia de entrega do Prêmio Sharp 98, que acontece hoje à noite no Teatro Municipal do Rio, presta duas homenagens. Uma delas, póstuma, é ao cantor e compositor Jackson do Pandeiro, morto em 82 e homenageado do 11ºPrêmio Sharp de Música. A outra homenagem é ao ator Paulo Autran, a quem o 4º Prêmio Sharp de Teatro é dedicado. O tributo a Jackson terá shows de diversas duplas, com cantores e intérpretes femininas, lembrando a parceria do cantor com Almira Castilho. Além das duplas, apresenta-se ainda o grupo pernambucano Cascabulho, discípulo de Jackson.
A homenagem a Paulo Autran consistirá na leitura de textos de Maria Adelaide Amaral sobre o ator e na exibição de cenas vividas por Autran no filme ‘‘Terra em Transe’’ (66), de Glauber Rocha. Aos 75 anos, Paulo Autran continua em plena atividade. O ator se prepara para estrear, após a Copa do Mundo, a peça ‘‘Sábado, Domingo e Segunda’’, com direção de Ulysses Cruz, e acaba de rodar o filme ‘‘O Enfermeiro’’, dirigido por Mauro Faria.
Autran cogita ainda participar da próxima produção de Guilherme de Almeida Prado, o filme ‘‘Enquanto a Morte Não Chega’’. A boa disposição também se fará presente no Prêmio Sharp. Autran diz que pretende entregar o prêmio pessoalmente para cada um dos vencedores. ‘‘Fiquei tão comovido com a homenagem que resolvi entregar todos os prêmios. É bom ver as expressões de felicidade dos vencedores’’, diz. Autran, cuja carreira começou no teatro amador na década de 40, já fez mais de 70 peças, sob a direção de nomes como Zbigniew Ziembinski, Antunes Filho e José Possi Neto, entre outros. No cinema, o ator trabalhou em produções da Vera Cruz e sob a direção de nomes tão díspares quanto o galã de chanchadas Cyll Farney e o expoente máximo do Cinema Novo, Glauber Rocha. A cerimônia será dirigida pelo cenógrafo Gringo Cardia, que também dirigiu a edição do Prêmio Sharp do ano passado.
Entre os concorrentes ao 4º Prêmio Sharp de Teatro, a peça com maior número de indicações é ‘‘Diário de um Louco’’ - protagonizada por Diogo Vilela e baseada em texto de Gogol - que concorre a seis prêmios (direção, ator, iluminação, figurino, cenografia e espetáculo). Além de Marcus Alvisi, de ‘‘Diário de um Louco’’, concorrem ao prêmio de direção Amir Haddad, por ‘‘Noite de Reis’’, de Shakespeare, e Gilberto Gawronski e Hélio Dias, por ‘‘Dama da Noite’’, adaptação de um conto de Caio Fernando Abreu. O diretor premiado receberá R$ 8 mil.

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