Prêmio Nobel morre aos 95 anos na Islândia
France Presse
O escritor islandês Halldor Laxness, que recebeu o prêmio Nobel de Literatura em 1955, morreu na noite de domingo em sua casa de Reikiavik (Islândia) aos 95 anos. O itinerário de Laxness se confunde com a história da nação islandesa, a qual acompanhou com suas obras sobre a independência. Também foi testemunha de seu compromisso comunista durante a Guerra Fria e suas posições radicais.
Aos 20 anos, depois de rejeitar a religião luterana e se converter ao catolicismo, o escritor aderiu aos ideais socialistas em Hollywood, onde se exilou entre 1927 e 1929 para tentar se destacar como roteirista. Foi então companheiro de estrada dos comunistas e um admirador da União Soviética até a invasão da Hungria pelas tropas do Pacto de Varsóvia, em 1956. Aos 60 anos, voltou-se para o taoísmo.
Laxness dominou amplamente a literatura de seu século na Islândia, exaltando a obstinação individual, o orgulho nacional e a originalidade de personagens que se atrevem a mostrar sua diferença. Laxness manifestou seu compromisso político em sua primeira novela, Salka Valka (1931), retrato de uma mãe e sua filha, que ganham a vida salgando bacalhau. Em Homens livres (1934), mostrou os esforços desesperados de um camponês pobre por fazer renascer uma terra desértica e ganhar espaços para cultivar.
Então em Luz do mundo (1937) fez o retrato de um poeta proletário e em Campanha da Islândia (1943-1946), o de um homem que salvou da destruição no século XVIII, os manuscritos das famosas sagas medievais.
Em Estação atômica (1948), condenou o enriquecimento imoral da nação depois da guerra. Depois de um intermédio dedicado ao teatro, chegou a coroação com o prêmio Nobel, que ganhou em 1955. Laxness dedicou seus últimos anos produtivos, até 1976, a escrever suas memórias.





