A Câmara Brasileira do Livro anunciou ontem os finalistas nas 16 categorias do Prêmio Jabuti 2001. Entre eles, está o londrinense Domingos Pellegrini, que concorre na categoria Romance com ‘‘O Caso da Casa Chão’’. Pellegrini disputa o prêmio com Patrícia Melo (‘‘Inferno’’) e Mauro Hatoum (‘‘Dois Irmãos’’).
Também concorrem em outras categorias nomes como Lygia Fagundes Telles (‘‘Invenção e Memória’’, em Contos e Crônicas), Lêdo Ivo (‘‘O Rumor da Noite’’, em Poesia) e Fernando Morais (‘‘Corações Sujos’’, em Reportagem). Este ano, na categoria Romance, figuras conhecidas como Luís Fernando Veríssimo (por ‘‘Borges e os Orangotangos Eternos’’) e o paranaense Wilson Bueno (por ‘‘Meu Tio Roseno, a Cavalo’’) ficaram de fora da premiação final, bem como o poeta matogrossense Manoel de Barros (por ‘‘Ensaios Fotográficos’’).
O primeiro ganhador do Jabuti na categoria Romance, em 1959, foi o escritor Jorge Amado, com ‘‘Gabriela, Cravo e Canela’’. Desde então, a lista de escritores e intelectuais brasileiros premiados passou a agregar nomes como Moacyr Scliar, Rachel de Queiroz, Marina Colasanti, Chico Buarque, Caco Barcellos, Gilberto Dimenstein, Isaias Pessoti e outros.
O Jabuti, concedido anualmente pela Câmara Brasileira do Livro, é o mais tradicional prêmio literário brasileiro. A edição 2001 está sendo a mais concorrida da história do prêmio. Foram inscritos 1.270 títulos, envolvendo 1.648 livros nas 16 categorias: Romance; Poesia; Contos e Crônicas; Ensaio e Biografia; Economia, Administração, Negócios e Direito; Ciências Naturais e Saúde; Ciências Exatas, Tecnologia e Informática; Ciências Humanas e Educação; Religião; Reportagem; Tradução; Capa; Produção Editorial; Didático; Infantil ou Juvenil, e Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil.
Com o anúncio dos três finalistas em cada categoria, a expectativa é pela definição dos primeiros colocados. Os vencedores serão apresentados no dia 19 de maio, na abertura da 10ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro.
Os finalistas da 43ª edição do Jabuti são considerados todos vencedores do prêmio e receberão a tradicional estatueta do jabuti forjado em bronze. O vencedor em cada categoria também receberá a importância de R$ 1 mil.
Enquanto são definidos os primeiros colocados em cada segmento, prossegue a escolha do vencedor do Livro do Ano Ficção e Não-Ficção. Para isso, estão sendo consultados associados da Câmara Brasileira do Livro, do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, da Associação Nacional dos Livreiros e da Associação Brasileira dos Distribuidores de Livros.
Os vencedores do Livro do Ano, nas duas categorias já citadas, também serão anunciados em 19 de maio, receberão a importância de R$ 12 mil cada, além de uma escultura de artista de destaque no mundo das artes plásticas brasileiras. Concorrem os 10 livros indicados como melhores das categorias Romance, Poesia, Contos e Crônicas e Reportagem. A Câmara Brasileira do Livro também concederá os prêmios especiais Amigo do Livro e Autor Revelação, ainda não definidos.
Uma mudança na edição deste ano ocorreu na categoria Tradução. Devido à criação do Prêmio União Latina de Tradução Científica e Técnica, o Jabuti deixará de contemplar as obras científicas e técnicas, como fazia até a edição passada. Na versão 2.001, somente serão contempladas traduções de obras sem caráter científico ou técnico.

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