Paul Auster, considerado um dos escritores americanos mais importantes de sua geração, foi premiado ontem com o Príncipe de Astúrias de Letras 2006.
O escritor americano chegou à votação final do prêmio junto com seu compatriota Philip Roth e o israelense Amós Oz. O júri destacou ‘‘a renovação literária’’ feita por Auster, ao juntar ‘‘o melhor das tradições americana e européia, inovar o relato cinematográfico e incorporar à literatura algumas de suas contribuições’’.
  A obra de Auster é reconhecida por seu universo literário em torno do acaso e da busca da identidade, onde realidade e fantasia invadem os espaços cotidianos do homem.
  O autor recebeu a notícia em Portugal, onde dirige seu segundo filme, ‘‘The Inner Life of Martin Frost’’, uma comédia que surgiu do início de ‘‘O Livro das Ilusões’’, considerado um dos grandes romances do autor.
  Auster é o quarto autor anglo-saxão a receber o prêmio de Letras após Doris Lessing, Arthur Miller e Susan Sontag. O Prêmio Príncipe de Astúrias de Letras de 2005 foi para a escritora brasileira Nélida Pinõn.
  Nascido em Nova Jersey, Paul Auster, romancista e poeta, estudou na Universidade de Columbia. Entre suas obras estão ‘‘No País das Últimas Coisas’’, ‘‘Palácio da Lua’’ e ‘‘A Música do Acaso’’, que foi levado ao cinema em 1993 pelo diretor Philip Haas.
  O Príncipe das Astúrias de Letras é concedido ‘‘à pessoa, grupo de pessoas ou instituição cujo trabalho ficcional ou de pesquisa represente uma contribuição relevante à cultura universal nos campos da literatura ou da lingüística’’.
O prêmio é concedido desde 1981. A entrega acontecerá em outubro, em uma cerimônia solene no teatro Campoamor de Oviedo (Astúrias, norte), presidida pelo príncipe Felipe de Borbón, herdeiro da coroa espanhola.

mockup