PRÊMIO - Arte com A maiúsculo
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segunda-feira, 03 de abril de 2006
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
Foram muitos os elogios recebidos na última temporada. Mas a partir de hoje, o filme ''Cinema, Aspirinas e Urubus'' (do diretor estreante Marcelo Gomes), a minissérie ''Hoje é Dia de Maria'', (exibida pela Globo), o livro ''Cinzas do Norte'' (do escritor amazonense Milton Hatoum), o espetáculo ''Deve Haver Algum Sentido em Mim que Basta'' (da Cia Teatro Autônomo, RJ), a companhia de dança Corpo (de Belo Horizonte), o cantor e compositor Max de Castro e a fotógrafa Claudia Andujas terão em comum no currículo o selo de qualidade garantido pela APCA Associação Paulista de Críticos de Arte.
Não só eles. Mais 55 premiados participam logo mais da cerimônia de entrega de troféus aos melhores das artes em 2005. A solenidade será realizada, a partir de 19 horas, no Teatro Municipal de São Paulo, sob comando de Marília Gabriela e Luis Melo (este também contemplado com o prêmio de Melhor Ator pela atuação na peça ''Daqui a 200 Anos''). São 62 prêmios em nove categorias artes visuais, cinema, dança, literatura, música popular, rádio, teatro, teatro infantil e tevê (este ano não houve quórum para eleger os melhores em música erudita).
A eleição foi feita no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo com participação de cerca de 70 profissionais da área de cultura e variedades. Além da entrega dos prêmios, a festa inclui uma apresentação do carioca Rubinho Jacobina e seu grupo Força Bruta, contemplados com o prêmio Revelação de Música Popular. Irmão do caçula do músico Nelson Jacobina, ele também toca e canta nos grupos Anjos da Lua (um dos responsáveis pela revitalização do samba da Lapa, também no Rio) e Orquestra Imperial (formação carioca que reúne músicos como Moreno Veloso, Nina Becker, Thalma de Freitas e Rodrigo Amarante, do Los Hermanos).
Durante a cerimônia será lançado o livro ''APCA 50 Anos de Arte Brasileira'', que resgata a história da entidade e todas as premiações. O volume foi editado em parceria com a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Traz, em 168 páginas, o registro de 2.500 premiados, entre artistas, companhias, produtores, curadores, além da relação de todos os jornalistas que os distinguiram. A APCA foi criada em 1951 com o objetivo de defender a manifestação artístico-cultural brasileira.
Fundada por oito críticos liderados por Nicanor Miranda, a Associação Brasileira de Críticos de Teatrais, seção São Paulo, no dia 31 de agosto de 1951, tornou-se Associação Paulista de Críticos Teatrais na gestão de seu segundo presidente, Décio de Almeida Prado, em abril de 1956. Começou a dar prêmios aos melhores do teatro em 1956. Em 1972, a entidade abriu sua atuação e passou a abranger, além de teatro e música erudita (incorporada em 1959), artes visuais, cinema, literatura, música popular e televisão. Depois entraram dança, teatro infantil e rádio. O livro vai custar R$ 40,00.


