PREMIAÇÃO - Filme paranaense vence festival no Uruguai
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Rodrigo Juste Duarte<br> Equipe da Folha 
Antes mesmo de estrear comercialmente nos cinemas, o longa-metragem paranaense ''Estômago'' está fazendo uma produtiva carreira em festivais. Neste domingo, a produção dirigida pelo curitibano Marcos Jorge conquistou o prêmio de melhor filme no XI Festival Internacional de Cinema de Punta del Este, realizado no balneário uruguaio.
No páreo com 53 títulos de 22 países, o filme teve ainda uma menção honrosa de melhor ator para o protagonista João Miguel, também premiado por sua atuação em ''Mutum'', de Sandra Kogut. ''Este é um festival muito prestigioso na América Latina. Vencer nele é muito bom, inclusive para testar o filme internacionalmente'', comenta o diretor, que já havia exibido o filme para o público do norte e europeu. ''No festival de Rotterdam, na Holanda, o filme ficou em segundo lugar na votação do público, perdendo apenas para 'Persépolis'. No Festival de Berlim, na Alemanha, ele foi exibido em mostra não-competitiva com todas as sessões lotadas'' relata.
A trajetória pelos festivais começou em outubro do ano passado no Festival do Rio, onde foi o grande vencedor (melhor filme no voto do público, diretor, ator para João Miguel, e menção honrosa para o coadjuvante Babu Santana). Neste fim de semana também foi exibido no Jameson Dublin Film Festival (na Irlanda). Na sexta-feira chega a vez dos Estados Unidos, onde concorre no Miami International Film Festival. A estréia no País está marcada para 11 de abril.
''Estômago'' mostra a peregrinação de Raimundo Nonato, retirante nordestino que tenta a vida em um grande centro urbano do Sul do país, destacando-se na profissão de cozinheiro. ''Rodamos a maior parte do filme em Curitiba e uma cena em São Paulo, mas nele o nome da cidade não é revelado. A metrópole aparece de forma simbólica. O filme é uma fábula nada infantil sobre poder, sexo e culinária. Esta é a melhor definição que tenho'', explica Marcos Jorge. O filme é uma produção brasileiro-italiana.
Foi produzido e filmado no Brasil, mas finalizado em Roma e Milão, na Itália, onde o diretor estudou cinema e morou durante 11 anos. ''Foi lá que tive a idéia do roteiro, provavelmente por causa da culinária italiana, que é muito rica''. O filme usou um acordo de co-produção entre os dois países que existe desde 1974, mas que só foi usado 30 anos depois.


