Prefeitura não deverá promover Carnaval em Londrina
Decisão leva em consideração questões de segurança, impactos no trânsito e falta de espaço adequado para o público
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de fevereiro de 2025
Decisão leva em consideração questões de segurança, impactos no trânsito e falta de espaço adequado para o público
Walkiria Vieira 

Fixado no calendário de 2025, o Carnaval e suas festividades serão realizados de 1º a 4 de março em território nacional. Em Londrina, há uma programação ampla organizada por diferentes setores como bares, blocos de rua, loja de brinquedos, restaurantes, clubes e em espaços conhecidos como no Parque Governador Ney Braga, no Kartódromo e no Sesc Cadeião. Entretanto, são eventos de particulares.
Segundo o secretário de Cultura, Marcos Antônio Castri, o Marcão Kareca, por iniciativa da pasta, não há uma agenda para o período e a decisão leva em consideração o posiocionamento de todas as autoridades competentes ligadas à segurança do público, bem como a falta de um local com estrutura para o evento e os impactos gerados por ele.
"Eu vou analisar junto com a Solange Batigliana - Diretora de Patrimônio Artístico-Cultural -, e os demais diretores a respeito da nossa agenda e quero saber qual desses carnavais particulares está sendo bem montado, com responsabilidade e segurança para que possamos divulgar ações conjuntas que trazem além de alegria, também segurança", afirma.
SEM ALTERNATIVAS
O Secretário enfatiza que em reunião com autoridades, não houve alternativa para realizar o Carnaval pelas razões trazidas à tona em anos anteriores. " Eu motivei o encontro de todos os setores da segurança, Procuradoria do Município, Juizado de Menores, Saúde, CMTU, Guarda Municipal, as polícias, Obras, IPPUL, FEL e Corpo de Bombeiros. E nessa reunião perguntei onde poderíamos fazer o Carnaval com segurança em Londrina", relata. "Tendo em vista tudo aquilo que aconteceu nos últimos anos, todos eles disseram que por enquanto em nenhum lugar e por isso, quem sabe no ano que vem seja no Autódromo, se passar por uma reforma", expõe.
Com depoimentos e fotografias que comprovam a falta de estrutura, Kareca justifica que não teve saída, senão abortar a festividade para não incorrer nas mesmas falhas. Ele conta que também se reuniu com os promotores de eventos que estão sendo divulgados em redes sociais e os questionou sobre os quesitos de segurança e organização de seus eventos: "Porque quando promovemos um evento temos que ser responsáveis por ele e cumprir todas as determinações legais", explica.


