Prédio da Biblioteca Municipal vai passar por reforma
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Adriana Ito<br> Reportagem Local 
Os R$ 600 mil para a Biblioteca Pública Municipal de Londrina anunciados no final da semana passada pelo prefeito Barbosa Neto são o pontapé inicial para a renovação total do órgão, planejada em detalhes pelo diretor de bibliotecas do município, Rovilson José da Silva. O recurso, do governo federal, foi liberado por iniciativa do deputado federal Marcelo Almeida (PMDB-PR), e deve solucionar vários problemas do prédio.
O projeto de reestruturação proposto por Silva está orçado em R$ 2 milhões e envolve três etapas: estrutural, de mobiliário e informatização e por último a ampliação do acervo. Segundo o diretor, os R$ 600 mil devem ser suficientes para atender toda a primeira etapa, incluindo a reforma dos banheiros e construção de um destinado a pessoas com deficiência, reforma do telhado das unidades do Centro (incluindo a Biblioteca Infantil) e da Vila Nova, revitalização da fachada externa, substituição e conserto da parte elétrica e hidráulica, organização do refeitório dos funcionários e adaptação do piso para dar acessibilidade, entre outros.
Esse primeiro passo não apenas é essencial como também urgente. Segundo reconhece o próprio diretor, os sanitários estão em estado deplorável. São poucos: quatro vasos sanitários no feminino e três no masculino, mas com dois interditados há um ano. ''O único que funciona está com problema na válvula'', comenta, acrescentando que entre 60% e 70% dos frequentadores da biblioteca são homens.
Antes mesmo da finalização desses trabalhos, Silva já deve dar início à digitalização de dados e treinamento dos funcionários para agilizar a segunda fase. Para tanto, os dez computadores que a cooperativa de crédito Unicredi, na figura do médico Álvaro Jabur, doou (também na semana passada) serão extremamente importantes. ''Esses equipamentos vão nos ajudar a migrar da máquina de escrever para o computador. Tínhamos algumas máquinas, mas eram lentas e obsoletas. Saímos da fase 'lentium' para a fase efetivamente de informática'', brinca. Embora fiquem todas na parte administrativa, as máquinas devem agilizar o atendimento ao público inclusive na biblioteca infantil e nas unidades da Zona Norte e Vila Nova, que vão receber um computador cada.
Com a informatização das bibliotecas, Silva pretende não só agilizar o atendimento e facilitar o acesso ao usuário, mas também interligá-las. ''A ideia é ter um cadastro digital tanto dos livros quanto dos usuários, comum a todas as bibliotecas municipais'', projeta, explicando que, assim, será possível acessar um acervo unificado e on-line das bibliotecas à procura de uma determinada obra, por exemplo.
Como a segunda fase ainda não tem recursos garantidos, a renovação do mobiliário também deve demorar um pouco, mas o diretor já estuda as melhores opções. A biblioteca pública do centro está com dezenas de cadeiras quebradas e amontoadas, e muitas das que ainda têm condições de uso também precisariam de alguns consertos. ''Além disso, o mobiliário é antigo e de conforto questionável se pensarmos na grande variação de estatura das pessoas que frequentam a biblioteca. Hoje em dia, acredita-se que para uma biblioteca o mais adequado são móveis resistentes e fáceis de manusear. Não é o caso das mesas que temos'', observa.
A biblioteca começou a funcionar no atual prédio em 1984. Desde então, só havia passado por uma reforma, em 1998. Diariamente, passam pelo local cerca de mil pessoas. São feitos até 120 empréstimos e às vezes mais de 20 carteirinhas por dia.


