No ano passado, segundo o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav), Tasso Gadzanis, as empresas esperavam um movimento 15% maior no turismo doméstico, por causa dos atentados de 11 de setembro nos EUA. ''Acabamos empatando com o ano 2000, sobretudo porque os preços subiram demais e afugentaram os turistas'', conta. ''Este ano a baixa temporada está mais forte, reduzindo a necessidade de ganho no verão.''
Uma comparação entre os preços de pacotes vendidos nesta mesma época do ano passado mostra, entretanto, que os preços estão até 20% mais caros, mais uma vez. Para ficar em um único exemplo, uma viagem de oito dias para Porto Seguro, que era vendida por R$ 558 em outubro de 2001, hoje custa R$ 688, pela mesma operadora.
''As diferenças nos preços não chegam a ser absurdas, como as que impediram o setor de capitalizar a fuga de turistas dos EUA, no ano passado, mas ainda não dá para dizer que os empresários já sabem controlar o ímpeto de compensar todas as perdas durante a alta temporada'', afirma o consultor da área hoteleira Michael Asmussen.

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