Grandes artistas se encontram hoje no 21º Festival de Música de Londrina. São eles Ângela Barra (voz), José Botelho (clarinete), Ézer Menezes (oboé), Noel Devos (fagote) e o maestro e compositor Henrique de Curitiba realizam um concerto de Música de Câmara recheado de preciosidades e homenagens a partir das 20h30, no Cine-Teatro Ouro Verde.
No programa, duas homenagens do maestro Henrique de Curitiba. Ele acompanhará ao piano o clarinete de José Botelho, executando a composição ‘‘Reverie’’, composta em homenagem ao clarinetista. A solista Ângela Barra também será homenageada por Henrique. ‘‘Vocalize’’, composta em sua homenagem, será interpretada junto com o maestro.
Ângela apresenta também ‘‘Cantata para piano e voz’’, de John Carter.
Ela é professora da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás (UFGO). Recebeu vários prêmios em concursos nacionais e internacionais, sendo honrada com dedicações de Camargo Guarnieri, Henrique de Curitiba, Veiga Jardim e do chileno Alfonso Montecino. Ângela já foi escolhida como intérprete por compositores como Aylton Escobar, Estércio Marques, o norte-americano John Corigliano, o chileno Juan Orego Sallas, a venezuelana Marianela Machado e a equatoriana Lucia Patiao. Costuma se apresentar como solista de coros e orquestras brasileiras, além de participar de recitais. Atualmente termina seu doutorado na escola de música da Universidade de Indiana, onde defende a tese ‘‘A Canção de Arte Brasileira: sua pronúncia e interpretação’’.
Ainda na programação, um trio de sopros, formado por Ézer Menezes, Botelho e Noel Devos, vai interpretar ‘‘Humoresque’’, também de Henrique de Curitiba, além de prestigiar o público com cinco peças de Jacques Ibert. Um dos destaques é o oboísta Ézer Menezes. Licenciado em Música pela Escola de Belas Artes do Paraná, ele foi premiado em diversos concursos nacionais. Fez pós-graduação na Escola Superior de Música e Artes Dramáticas de Sttutgart, na Alemanha, na classe do professor Ingo Goritzki. Apresentou-se com grupos na Alemanha e no Brasil, como solista em diversas orquestras. É oboísta solo há sete anos na Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. Por sua vez, José Botelho é um dos mais conceituados clarinetistas brasileiros, consagrado por crítica e público. Ele estudou no conservatório de Música do Porto, em Portugal e no Conservatório de Música de Niterói, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Já tocou com quase todas as orquestras do Brasil e integra o ‘‘Sexteto Brasileiro’’ e o ‘‘Quinteto de Sopros da Rádio MEC’’, atuando também como clarinetista solo da Orquestra Sinfônica Brasileira. Compositores como José Siqueira, Francisco Mignone, Osvaldo Lacerda, Camargo Guarnieri e Guerra Peixe já lhe dedicaram algumas de suas obras.
Já o francês Noel Devos se interessou pelo fagote durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto tocava saxofone. Aos 22 anos, foi apontado como a grande revelação da música instrumental de Paris. Devos tocou nas maiores orquestras mundiais e participou de incontáveis festivais internacionais de música. Grandes compositores, como Siqueira, Francisco Mignoni, escreveram obras dedicadas a Devos. Profundo conhecedor de Villa-Lobos, ministrou um curso sobre a obra do compositor brasileiro, a pedido da esposa de Villa-Lobos.

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