PRECIOSO ENCONTRO MUSICAL
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terça-feira, 10 de julho de 2001
Rodrigo Souza Grota De Londrina 
Grandes artistas se encontram hoje no 21º Festival de Música de Londrina. São eles Ângela Barra (voz), José Botelho (clarinete), Ézer Menezes (oboé), Noel Devos (fagote) e o maestro e compositor Henrique de Curitiba realizam um concerto de Música de Câmara recheado de preciosidades e homenagens a partir das 20h30, no Cine-Teatro Ouro Verde.
No programa, duas homenagens do maestro Henrique de Curitiba. Ele acompanhará ao piano o clarinete de José Botelho, executando a composição Reverie, composta em homenagem ao clarinetista. A solista Ângela Barra também será homenageada por Henrique. Vocalize, composta em sua homenagem, será interpretada junto com o maestro.
Ângela apresenta também Cantata para piano e voz, de John Carter.
Ela é professora da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás (UFGO). Recebeu vários prêmios em concursos nacionais e internacionais, sendo honrada com dedicações de Camargo Guarnieri, Henrique de Curitiba, Veiga Jardim e do chileno Alfonso Montecino. Ângela já foi escolhida como intérprete por compositores como Aylton Escobar, Estércio Marques, o norte-americano John Corigliano, o chileno Juan Orego Sallas, a venezuelana Marianela Machado e a equatoriana Lucia Patiao. Costuma se apresentar como solista de coros e orquestras brasileiras, além de participar de recitais. Atualmente termina seu doutorado na escola de música da Universidade de Indiana, onde defende a tese A Canção de Arte Brasileira: sua pronúncia e interpretação.
Ainda na programação, um trio de sopros, formado por Ézer Menezes, Botelho e Noel Devos, vai interpretar Humoresque, também de Henrique de Curitiba, além de prestigiar o público com cinco peças de Jacques Ibert. Um dos destaques é o oboísta Ézer Menezes. Licenciado em Música pela Escola de Belas Artes do Paraná, ele foi premiado em diversos concursos nacionais. Fez pós-graduação na Escola Superior de Música e Artes Dramáticas de Sttutgart, na Alemanha, na classe do professor Ingo Goritzki. Apresentou-se com grupos na Alemanha e no Brasil, como solista em diversas orquestras. É oboísta solo há sete anos na Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. Por sua vez, José Botelho é um dos mais conceituados clarinetistas brasileiros, consagrado por crítica e público. Ele estudou no conservatório de Música do Porto, em Portugal e no Conservatório de Música de Niterói, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Já tocou com quase todas as orquestras do Brasil e integra o Sexteto Brasileiro e o Quinteto de Sopros da Rádio MEC, atuando também como clarinetista solo da Orquestra Sinfônica Brasileira. Compositores como José Siqueira, Francisco Mignone, Osvaldo Lacerda, Camargo Guarnieri e Guerra Peixe já lhe dedicaram algumas de suas obras.
Já o francês Noel Devos se interessou pelo fagote durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto tocava saxofone. Aos 22 anos, foi apontado como a grande revelação da música instrumental de Paris. Devos tocou nas maiores orquestras mundiais e participou de incontáveis festivais internacionais de música. Grandes compositores, como Siqueira, Francisco Mignoni, escreveram obras dedicadas a Devos. Profundo conhecedor de Villa-Lobos, ministrou um curso sobre a obra do compositor brasileiro, a pedido da esposa de Villa-Lobos.


