Pré-estréia de terror decepciona
A noite fria de Curitiba era propícia para uma sessão de filme de terror com o uso dos óculos escuros para cinema 3D. No entanto, o que poderia ser uma bela mostra do potencial da tecnologia recém-chegada ao Paraná acabou por se tornar uma experiência um tanto frustrante. ''Scar 3D - A Marca do Mal'' é fraco em todos os aspectos e sequer faz bom uso de uma exibição tridimensional.
Bem ao estilo de ''violência por violência'' de filmes como ''Jogos Mortais'', ''Scar 3D'' conta a história de uma moça que, após escapar de um serial killer chegado em torturas, vê o terrível trauma se repetir.
A trama é simples o suficiente para que atores sem expressão fiquem zanzando pela tela enquanto o diretor tenta mostrar o potencial do 3D em cenas sem valor narrativo algum.
Foi possível notar bem a sensação tridimensional em duas sequências - uma fogueira e em uma cena em que a fumaça do cigarro passa ''ao seu lado'' - e a possibilidade do 3D destacar outros planos de narrativa - a exemplo de um evento que acontece ao fundo do foco principal, enquanto a protagonista está dormindo. Muito pouco, porém, para levar multidões ao cinema.
Quem foi, apesar de não ter apreciado a trama, gostou do realismo. ''Acho que ficou mais real sim, com certeza'', comenta a auxiliar-administrativo Thaís Cristina Alves de Deus, 19 anos. ''As cenas ficam mais reais e vivas'', elogia o estudante Jefferson Thiago Toniolo, 18 anos. ''Só em algumas partes precisei me concentrar para ver o 3D'', complementa.
A boa notícia para quem teve uma impressão ruim com ''Scar 3D'' é que o Cinemark do Mueller incluiu em sua programação diária o filme ''Viagem ao Centro da Terra 3D''. A produção conta com o astro Brendan Fraser e explora com mais habilidade os recursos do cinema tridimensional em uma versão da clássica história de Júlio Verne. (C.Y.)





