A posição em relação aos conteúdos produzidos no passado ainda é confusa. Reprises são permitidas, mas depois de quatro anos de vigência da lei, obras com mais de sete anos da data de exibição não entrarão nas cotas. ''Isso é um crime cultural. Não vai ser em quatro anos que vamos conseguir desovar todo o acervo brasileiro que esteve reprimido em sua difusão durante esses mais de 100 anos de existência'', critica o produtor Luiz Carlos Barreto. Para ele, a prova de que essa é uma programação que interessa ao público é o sucesso que canais de filmes clássicos fazem nos Estados Unidos.
A Ancine ainda não se pronuncia a respeito do quanto destinado à cota de produção nacional pode ser preenchido com reprises. E deixa claro que essa é, sim, uma preocupação na regulamentação da lei. Tanto no que diz respeito à falta delas quanto ao exagero nas grades de programação. ''Não queremos nem que as reprises sejam usadas como forma de conteúdo único para cumprir o estipulado, mas também não temos interesse em impor condições que representem um embaraço às programadoras que normalmente reprisam conteúdos'', explica a diretora Vera Zaverucha. (M.M./TV Press)

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