Arnaldo Alves/Arquivo FolhaHenrique Díaz: entusiasmado com o desafio de transportar Henrique Díaz, diretor de ‘‘Melodrama’’, a peça vencedora das duas mais importantes premiações do teatro brasileiro, o Shell e o Mambembe, esteve em Curitiba rodando o comercial do 6º Festival de Teatro. Seu trabalho que estará nas telinhas paranaenses é apenas mais um, do volume de atividades que ele acumula. Como ator ele se desdobra no palco e em frente às câmaras. Dentro de mais alguns meses poderá ser visto nas telonas de todo o País.
Pela quarta vez a platéia curitibana terá oportunidade de assistir a um espetáculo seu. Ano passado foi ‘‘Melodrama’’ e neste será ‘‘Tristão e Isolda’’, agendado para dias 18 e 19 no teatro Ópera de Arame. A dimensão da casa vai muito além do espaço intimista do Teatro Laura Alvim, onde está em cartaz no Rio de Janeiro, em final de temporada.
A diferença entre um local e outro em nada vai prejudicar a peça. ‘‘A Ópera é um teatro adequado ao trabalho’’, afirma o diretor. Com tanto palco pela frente ele confessa que teve ‘‘vontade de inventar alguma coisa, mas não dá para inventar’’. No máximo pediu à produção um volume maior de folhas secas para espalhar no chão.
Díaz está entusiasmado com o desafio de transportar para a Ópera de Arame a história dos dois amantes, símbolos do amor impossível. Um novo palco para ele, que já apresentou suas peças - sempre no FTC - em lugares variados como o Guairão, a Reitoria e até o alternativo auditório do prédio onde funcionou o Canal 6.
Prazer e encanto‘‘Tristão e Isolda’’ é a versão dos amores contrariados, como acontece em ‘‘Romeu e Julieta’’. O jovem Tristão, sobrinho do rei Marc da Cornualha, se oferece para sair em busca de uma esposa para o tio. A escolhida é Isolda, princesa da Irlanda. Quando estão voltando ao seu país para as bodas, os dois bebem o filtro da paixão. Sem outra saída ao intenso amor que os une, eles estão naturalmente condenados à morte.
A linguagem clássica do espetáculo, as cenas de luta coreografadas e trilha sonora quase toda executada ao vivo, com os atores tocando instrumentos de percussão e sopro, e cantando músicas especialmente compostas por Tato Taborda, compõe um conjunto belo e sensível para o público. ‘‘Minha expectativa é de muito prazer e encanto da platéia’’, concorda Díaz.
Próxima estréia no FestivalNo momento, além de assinar a direção e atuar em ‘‘Tristão e Isolda’’, Enrique Díaz está compromissado com os filmes ‘‘Caso Morel’’, de Ricardo Favilla, onde desempenha um pequeno papel; ‘‘Renoma’’, de Eliane Café, ‘‘Os Nomes do Rosa’’ (título provisório de um documentário para TV e longa metragem) de Pedro Bial. Díaz participa do longa.
Quanto ao palco tem novidades. Ele vai conversar com os produtores do Festival de Teatro de Curitiba sobre as possibilidades de estrear aqui, em 1998, ‘‘As Cobaias de Sat㒒, que seria a continuidade de ‘‘Melodrama’’. É que na peça havia três subdramas. O quarto era o das cobaias, retirado do texto final que acabou se transformando em peça autônoma.
‘‘Pensa-se no terror, no trash’’, antecipa o diretor sobre o texto que estã em fase de criação. ‘‘São várias histórias que se desenrolam em outras e por aí adiante. É o embate do bem e do mal’’, encerra.

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