Às vésperas do reveillon mais esperado do século, ainda há opções de champagne para a comemoração
Kraw PenasIndispensáveis em qualquer reveillon, os champagnes começam a sumir do mercadoIsabela França
De Curitiba
A poucos dias da entrada do ano 2000, certamente uma festa como nunca se viu, o champagne – indispensável em qualquer reveillon – começa a desaparecer das prateleiras das principais adegas do País. Quem ainda não fez seu pedido, corre o risco de celebrar as 12 badaladas mais esperadas do século sem a marca de sua preferência. A cota de importação de champagne no país já acabou. A conceituada Veuve Cliquot, por exemplo, já está em falta há alguns meses.
O enólogo Guilherme Franco, da Adega Franco, de Curitiba, dá algumas dicas de champagnes e espumantes para todos os tipos de gosto e de bolso. ‘‘As mais tradicionais continuam sendo a Chandon e a Krug’’, diz. A melhor do mundo, entretanto, é a Cristal, cuja garrafa chega a custar R$ 550,00.
Mas, se os planos não forem gastar tanto, uma ótima pedida é optar pelos espumantes espanhóis. As marcas sugeridas pelo especialista são o espumante espanhol Cava Cristalina e a Codorniú, que custam em torno de R$ 18,00 a R$ 30,00. Há ainda a linha dos espumantes nacionais como o Chandon e o Miolo, encontrados com facilidade para quem deixou para a última hora.
Já o especialista em vinhos Guilherme Rodrigues sugere aos brasileiros um champagne ainda pouco conhecido no País. Trata-se do Laurent Perrier, uma boa opção para quem ainda não decidiu a escolha. ‘‘É um champagne de excelente qualidade, especialmente a safra de 1990, considerada uma das melhores dos últimos tempos’’, explica. O preço, porém, não cabe em qualquer bolso, podendo variar de US$ 40 a US$ 200. Entre os champagnes brut de excelente qualidade estão a Pol Roger (preferida de Winston Churchill), a Bommery e a própria Laurent Perrier.
Na opinião do enólogo Luiz Groff, no Brasil, ainda existe um certo preconceito com as marcas menos conhecidas. Sua recomendação para este Reveillon especial é a Chandon. ‘‘Sem dúvida eu a recomendaria sempre para as festas de fim de ano’’, diz.
Já para quem não pretende gastar muito, Groff sugere as marcas brasileiras, pois são tão boas quanto as importadas e saem bastante em conta, como as marcas Chandon e De Greville; os espumantes espanhóis como a Torre Del Gal e o Codorniú. ‘‘Mas as marcas de minha preferência, fora da região da França, são as italianas de Franciaccorta como a Asti, que é bem doce e a Fontanafreda (em torno de R$38,00). São espumantes baratos e de excelente qualidade’’, comenta.
Com tudo pronto, resta aguardar a a virada do ano, acompanhado de bons amigos e de champagne da melhor qualidade, é claro.

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