Pragas elevam Ibope de Os Dez Mandamentos
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terça-feira, 08 de setembro de 2015
Isabela Rosemback<br>Folhapress 
São Paulo - No ar desde março, a novela "Os Dez Mandamentos" alcança agora seu ápice, consolidando-se como o grande acerto da Record, desde que a emissora passou a investir em teledramaturgia. Com a exibição das pragas do Egito, já iniciada e no ar pelas próximas semanas, a trama vem alcançando índices históricos de audiência, e a autora, Vivian de Oliveira, comemora a prorrogação da novela até novembro.
Além de elevar o ibope do horário, a atração tem encostado na Globo, tradicionalmente a líder da faixa das 21h. A audiência das duas emissoras está mais próxima do que jamais esteve, historicamente. "As pragas são o ápice da novela, mas as outras tramas seguem se desenvolvendo. Isso segura o nosso público, que é fiel", diz a autora.
Passagem bíblica, as dez pragas do Egito foram impostas pelo Deus de Israel em troca da libertação dos hebreus. "É um fato muito curioso, em que Ele desafia os demais deuses. Isso chama a atenção de todos. O nosso público tem diversas religiões, ou nenhuma, e espera o embate de Moisés e Ramsés", avalia, referindo-se aos protagonistas de Guilherme Winter e Sérgio Marone.
Por isso, Vivian não associa o bom desempenho de sua obra à temática religiosa. "A força está no texto, que valoriza o sonho de liberdade. É uma história de esperança", diz.
EFEITOS ESPECIAIS
Além da história, outro fator promete atrair a curiosidade do público nos próximos capítulos: os efeitos especiais usados para representar as dez pragas do Egito, atual fase da trama.
Para multiplicar rãs e personagens de figuração, bem como para criar efeitos de moscas e gafanhotos voando em quantidades massivas, equipes técnicas daqui e dos EUA entram em cena.
A sétima praga, por exemplo, está sendo finalizada pela Stargate Studios, em Los Angeles. "Estou há cinco meses gravando a sequência da abertura do mar Vermelho. Nunca fiz nada igual. Preciso imaginar tudo o que estará em cena. O mesmo acontece com as pragas", diz Sérgio Marone, o Ramsés.
"São efeitos interessantes, mas o texto se sobressai a eles, no balanço", diz Nilson Xavier, crítico de TV.


