Praça San Marco é a base dos roteiros tradicionais
Faz parte do ritual: quem chega a Veneza, pela primeira ou pela milésima vez, não deixa de passar pela Praça San Marco. É lá que está a maior concentração de turistas por metro quadrado. Situada ao que equivaleria à região central, San Marco é ladeada pela Basilica di San Marco, na face leste, além do Campanário, pelo Palazzo Ducale, pela Torre Dell'Orologio e pelo Museo Correr.
Não se pode subtrair desse cenário as centenas de pombas que aterrissam na praça sem constrangimento, em busca de migalhas de pão e milho. De olho no potencial desse negócio, alguns venezianos vendem um saco de milho a um euro em barraquinhas. É a diversão de adultos e crianças.
Depois de San Marco, o Palazzo Ducale, a Basilica di San Marco e o Museo Correr são destinos essenciais. Quem conseguir se programar para visitar a basílica em um dia e os museus num outro, tanto melhor. É menos cansativo e se consegue absorver com mais facilidade tanta informação. Para ter acesso à basílica não é cobrada entrada. Dica: não se pode entrar com regata ou shorts. Caso sua roupa não seja considerada apropriada, das duas uma: ou você compra lá mesmo uma espécie de pano para cobrir as partes expostas, por um euro, ou não entra.
Vale o esforço para ver o magnífico conjunto de mosaicos que compõe a parte interna da basílica - apesar de já se ter uma amostra desse trabalho na fachada e no átrio. Diferente das demais igrejas italianas, mescla estilos gótico e bizantino. Aí vem a parte paga: para ver de perto o belíssimo altar Pala d'Oro é preciso desembolsar 1,50 euro. Mas vale a pena, pois a peça, do século 10, impressiona pela riqueza de detalhes: são 250 pinturas esmaltadas sobre folhas de ouro e cobertas de pedras preciosas.
No andar superior, tem-se acesso ao Museo di San Marco (ou Museo Marciano), por três euros. De lá, consegue-se uma visão geral da parte interna da basílica. A visita não é muito demorada e é possível observar fragmentos de mosaicos, cúpulas, livros e até um antigo contrabaixo, usado na escola tradicional de música da Capela Dogali. Repare na genealogia da Virgem Maria, estruturada em mosaico e que ocupa uma parede inteira. Outra atração são os cavalos de bronze originais. O local tem o tal audioguia, a um euro.
Ao lado da basílica, fica o Palazzo Ducale. A entrada custa 12 euros. Não são permitidas mochilas nem fotografias. O edifício, de estilo gótico-veneziano, foi todo erguido em mármore branco e avermelhado. A Porta della Carta é o portão principal do local e dá acesso ao amplo pátio. Para melhor explorar o ambiente, o palácio foi dividido por salas, como a do Senado e a do Conselho dos Dez, entre outras.
Na ala das prisões, estão os locais onde funcionavam as prisões, as câmaras de tortura e as salas dos magistrados. O visitante experimenta a sensação de atravessar a Ponte dos Suspiros, refazendo o mesmo caminho dos condenados. A ponte é assim chamada pois, dizem, os prisioneiros suspiravam ao passar por ela. O mesmo bilhete do Palazzo vale para o Museo Correr, que reúne a coleção de arte do veneziano Teodoro Correr.
Há quem diga que não se pode ir a Veneza e deixar de dar uma voltinha a bordo de uma gôndola. É a forma tradicional de se desvendar a cidade. Um passeio pode durar cerca de uma hora e custa, em média, cem euros, mas dá para pechinchar. O passeio noturno sai mais caro: em média, 120 euros. E quem quiser pode levar um cantor a tiracolo - lá se vão mais cem euros. (A.D.R./AE)





