Praça Roosevelt dá o tom para mostra do Fringe
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Claudio Yuge <br> Equipe da Folha 
Tudo bem que o Festival de Curitiba 2011 só começa no final deste mês e todo mundo ainda está bastante ocupado com o Carnaval antes de se enfiar na extensa programação do evento. Mas não custa desde já se programar para aproveitar bem o calendário e uma boa opção para não se perder nas dezenas de montagens paralelas do Fringe é ficar de olho nas mostras. Desta vez, as peças foram agrupadas de uma forma mais fácil de entender e um dos destaques é a Mostra Roosevelt, que faz um ''recorte'' da Praça Roosevelt, espaço de grande efervescência cultural em São Paulo.
''O que a gente tentou fazer é dar uma amostragem do que estamos dazendo ali, acho que vivemos um momento histórico, uma nova forma de produzir teatro'', conta o curador da Mostra Roosevelt no Fringe, Ivam Cabral, do grupo Satyros, que ocupa a Praça Roosevelt desde 2000 e viu durante essa década inteira o espaço ser procurado por outras companhias e também ser revitalizado como ponto de encontro de público e artistas.
A ideia da mostra é trazer o teatro experimental, a ''atmosfera maldita'' da boemia, a herança beatnik ainda presente em autores como o londrinense Mário Bortolotto e a aura de vanguarda para o Fringe. ''São produções pequenas e compactas que não precisam de 300 mil ou 500 mil para serem realizadas, basta um bom conteúdo. Lembra quando falavam no nosso cinema nacional que bastava uma ideia e uma câmera na mão? É mais ou menos por aí, basta ter uma boa ideia.''
Em Curitiba, o tradicional bar 21, que fica no Centro, perto da Praça Zacarias, deve ser o ponto de encontro para o pessoal manter a interação e o bate-papo entre artistas e o público, como funciona na Roosevelt. E, já para se programar, Ivam dá a dica de um dos destaques da mostra.
''Estamos fazendo algo inédito que é a encenação de oito textos do dramaturgo Francisco Carlos, indicado ao Prêmio Shell. Ele escreve há muito tempo mas passou a ser notado há dois anos. Ainda faz uma mistura do teatro europeu dos anos 60 misturado com coisas do Jodorowsky (roteirista e cineasta chileno). Um elo com uma dramaturgia perdida que ainda encanta.''
Venda de ingressos - Até o momento, de acordo com a assessoria de imprensa do festival, foram comercializados aproximadamente 50% das estreias presentes na programação da Mostra 2011 e 50% dos tíquetes dos grandes espaços (leia-se Teatro Guaíra, Ópera de Arame e Teatro Positivo - Grande Auditório) também já foram vendidos.
São 31 espetáculos na Mostra 2011, com oito estreias nacionais e uma montagem internacional. O Fringe vai abrigar 373 peças e ao todo foram disponibilizados 180 mil ingressos. Mais informações sobre a programação estão disponíveis no site www.festivaldecuritiba.com.br.
Serviço
Festival de Curitiba
Quando - do dia 29 de março até 10 de abril.
Onde - em vários teatros, espaços culturais e locais públicos de Curitiba.
Quanto - os ingressos da Mostra 2011 custam R$ 50 e R$ 25 (meia); do Fringe vai de entrada franca a R$ 44; do Risorama, Mish Mash, É Tudo Improviso e Guritiba custam R$ 50 e R$ 25 (meia) e a entrada para o Gastronomix custa R$ 5. Os tíquetes podem ser adquiridos em quiosques dos shoppings Palladium, Mueller e Barigui ou pelo site www.ingressorapido.com.br. Mais informações estão disponíveis pelo site www.festivaldecuritiba.com.br.


