PR tem que investir em ecoturismo
Cláudia Lopes
De Londrina
O ecoturismo é a solução adequada para alavancar o desenvolvimento turístico do Paraná, na opinião do diretor internacional da Soletur, Eduardo Guimarães. Na última sexta-feira, ele participou do lançamento oficial da programação da operadora para este ano, em Londrina. Guimarães defendeu a iluminação das Cataratas do Iguaçu como uma boa alternativa para incrementar o turismo no Estado. A medida, segundo ele, atrairia mais turistas a Foz. As Cataratas do Niágara, no Canadá, são iluminadas e recebem a maior parte do fluxo de visitantes à noite, exemplificou.
Na região de Londrina, os investimentos deveriam ser canalizados para o turismo rural e o turismo de eventos. Por ficar próximo a Foz, os eventos da cidade deveriam ter um dia livre para que os empresários pudessem visitar as Cataratas, recomendou Guimarães. O crescimento do turismo do Paraná está diretamente ligado a Foz do Iguaçu. Já temos tours para as Cataratas onde os visitantes dormem uma noite em Londrina, disse.
O ecoturismo ainda é pouco explorado no Brasil. Se investirmos no filão, o País tem potencial para se transformar num dos três roteiros mais visitados do mundo, afirmou Guimarães.
A Soletur lançou em Londrina o projeto Brasil Legal, onde o turista monta pacotes de três a 14 noites, escolhendo a cidade, a categoria do hotel e a data de embarque (que pode ser em qualquer dia da semana). Um pacote de três noites para Fortaleza sai por R$ 200. Em São Paulo, o Brasil Legal está em vigor há seis meses.
Com um média de transporte anual de 330 mil passageiros, 60% do movimento da operadora é nacional. Segundo Guimarães, o movimento internacional voltou a crescer neste ano, depois de enfrentar uma grande crise causada pela alta do dólar. O ano passado foi o pior desde 1980. Neste mês, as vendas internacionais da Soletur cresceram 30% em relação a fevereiro passado.
A recuperação tem a ver com o fato das oscilações do dólar terem diminuído. O brasileiro precisa ter uma referência do preço da moeda americana antes de viajar para o exterior. Ele gosta de saber, com segurança, o quanto irá gastar, disse Guimarães.
As renegociações com fornecedores estrangeiros também são apontadas por ele como uma vitória para o setor. Para recuperar o turista brasileiro, hotéis e companhias aéreas estrangeiras reduziram seus preços em dólar entre 30% e 40%, disse.





