Pousadas e hotéis se preparam para a Copa de 2014
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terça-feira, 29 de abril de 2008
Aline Nunes<br>Agência Estado 
São Paulo - Facilitar a escolha da hospedagem e garantir que, ao reservar um estabelecimento, o viajante saiba exatamente quais serviços e facilidades estão incluídos no preço. Esses são os objetivos da Matriz de Classificação de Meios de Hospedagem, implementada em 2002 pelo Ministério do Turismo e que deve virar norma definitiva nos próximos anos.
Na prática, o nome comprido refere-se a um novo padrão que classifica hotéis, pousadas e outros. São seis categorias: simples, econômico, turístico, superior, luxo e super luxo - esta última nem existe no Brasil -, cada uma com um conjunto de serviços e nível de conforto obrigatórios.
Todos os meios de hospedagem do País deverão estar adaptados ao novo padrão até 2014, ano em que o Brasil será a sede da Copa do Mundo de futebol. Por enquanto, cerca de 40 estabelecimentos cumprem os requisitos para receber uma classificação de acordo com a matriz.
O que muda
Quando o sistema estiver funcionando plenamente, o consumidor saberá, ao comprar um pacote de luxo, que as diárias incluem acesso à internet, por exemplo. Atendimento, facilidades tecnológicas disponíveis, andares para não-fumantes e vias de acesso para deficientes físicos são alguns dos itens que devem ser padronizados para que o hotel seja incluído em determinada categoria. O Ministério do Turismo acredita que a matriz vai facilitar a vida de estrangeiros na hora de escolher a hospedagem no Brasil.
Iniciativas de desenvolvimento sustentável são outro ponto central da classificação graças ao seu potencial para atrair turistas estrangeiros - há operadores de países europeus e da América do Norte que se recusam a fechar contratos com estabelecimentos que não seguem normas de conservação ambiental.
Esse tipo de exigência já provocou mudanças no setor. Tanto que alguns hotéis, hoje, oferecem treinamentos específicos aos funcionários. As aulas incluem separação seletiva do lixo e redução no consumo de energia elétrica e da água usada para limpeza.
Para a gerente de Recursos Humanos do Marina Park Resort, em Fortaleza, Joyce Paiva, pensar em desenvolvimento sustentável é também uma forma de reduzir os custos operacionais do estabelecimento. ''Oferecemos palestras e treinamentos para os funcionários'', diz.
Na próxima reunião do Congresso Nacional de Hotéis (Conotel), em agosto, a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH) prevê que os projetos serão voltados para reformas na infra-estrutura tecnológica dos hotéis. ''Os recursos tecnológicos precisam estar à disposição dos hóspedes'', diz o vice-presidente da ABIH Nacional, Eliseu Barros. ''Até a Copa de 2014, a ABIH e o Ministério do Turismo esperam que todos os hotéis estejam próximos do padrão ambiental e de infra-estrutura.''
Em tempo: a matriz não pretende substituir as populares estrelas - inegavelmente, as principais referências dos hóspedes.


