Potencial dos roteiros ainda é desconhecido
Curitiba Onde está enterrado Vicente Machado? E os restos mortais do Barão de Cerro Azul? Provavelmente poucas pessoas terão a resposta. Até porque não existe um levantamento que aponte os locais dos túmulos de personalidades importantes para a história do Estado, exceto o realizado no cemitério Municipal São Francisco de Paula, em Curitiba inclusive, o próprio Ministério do Turismo desconhece quais cemitérios no Brasil tem potencial para visitação. O Paraná ainda não possui um roteiro turístico cemiterial formulado, nem o conhecimento, de fato, dos locais onde existam necrópoles com potencial artístico com esta finalidade.
O presidente do Paraná Turismo, Cláudio Rorato, diz que após conhecer o trabalho de inclusão dos cemitérios no Turismo de Porto Alegre, pensou na possibilidade de investir no setor. ''A questão é que neste Governo, a proposta foi investir em setores com maior retorno de geração de renda e empregos. O turismo no Estado precisa se desenvolver muito ainda. Existem demandas mais urgentes'', explica ele. ''Optamos pelo turismo religioso, até porque é prematuro trabalhar esse setor. Achei muito mais importante lidar com os vivos do que com os mortos'', defende.
O próprio Rorato aponta as possíveis localidades que renderiam turismo cemiterial: Paranaguá, Lapa, Castro, Guarapuava, Guaraqueçaba e Curitiba. ''Algumas delas estão no marco zero da povoação do Paraná. Cemitérios que datam de 1800 foram destruídos, como o de Castro e Paranaguá. Um dos grandes defeitos do Brasil é destruir nosso passado'', lamenta ele. ''Agora, acredito, que os mais antigos em atividade são do século XIX. É interessante se pensar na visitação desses lugares, não pelo lado mórbido, mas pela presença de túmulos de pessoas famosas e pela história'', destaca Rorato. (F.G)





