Portugueses marcam presença nas novelas
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Gabriela Simionato <br> Folhapress 
São Paulo - Ricardo Pereira, Marina Mota, Maria Vieira e Paulo Rocha estão em alta. A presença de tantos atores portugueses nas novelas é um reflexo da qualidade das produções nacionais e do sucesso dos personagens imigrantes, sempre engraçados.
Em ''Aquele Beijo'', de Miguel Falabella, Vicente (Ricardo Pereira) vive um triângulo amoroso com Lucena (Grazi Massafera) e Cláudia (Giovanna Antonelli) e é filho da divertida Amália (Marina Mota), que trabalha em parceria com Brittes (Maria Vieira) no restaurante Sonho D'Aveiro. O núcleo português da novela se diz contente com o convite de Falabella, que cria situações inusitadas para cada um. ''O convite surgiu do próprio Miguel. Ele me procurou quando eu estava terminando um projeto em Portugal, e aceitei. Está sendo incrível'', diz Marina.
Para Ricardo Pereira, a teledramaturgia portuguesa e a brasileira são semelhantes em qualidade, mas não em quantidade: ''O número de pessoas que assistem é muito diferente. O fenômeno novela é algo bastante cultural, está enraizado na vida do brasileiro. Naturalmente, faz com que elas tenham um grande impacto na sociedade. Além disso, o dinheiro que é gerado por ela faz com que as produções tenham um maior investimento''.
Já em ''Fina Estampa'', Guaracy (Paulo Rocha) está ganhando o coração dos telespectadores por sua paixão por Griselda (Lília Cabral). Agora, o núcleo estrangeiro será reforçado com a presença de Albertinho (André Garolli), que interpreta o primo do português.
Sem sotaque
O sotaque português pode ser um empecilho na hora de conseguir outros papéis. Para Ricardo Pereira, o Vicente de ''Aquele Beijo'', perder o jeitinho português de falar abriu as portas para que ele pudesse interpretar novos papéis, fugindo do estereótipo de imigrante em todas as novelas.
O processo nem sempre é fácil. No caso dele, que está no Brasil há cerca de sete anos, o tratamento com uma fonoaudióloga foi o que o ajudou a deixar o sotaque de lado. ''Isso exige dedicação, persistência e vontade de se desprender do seu sotaque e da sua língua-mãe. Assim, posso representar personagens, mostrando as emoções dele em outra língua. Parece um idioma novo que aprendi. Mas não perdi o meu sotaque, eu o uso quando quero'', conta o ator.


