Telma Elorza

Mario CesarAna Maria
Barreto e Axel
Hulsmeyer, da
Samalon, com a
gravura doada
por Nanci Carybé,
viúva de Carybé. A obra é a primeira gravura
que o artista fez e foi doada do acervo pessoal da viúvaLondrina pode comemorar. Depois de um ano de trabalho intensivo e participação efetiva de toda a sociedade, enfim a cidade vai receber de volta o Museu de Arte de Londrina, com toda a pompa e circunstância a que tem direito. O museu reabre suas portas, amanhã, após uma série de reformas que adequou o prédio à sua finalidade. A inauguração, que será realizada às 20 horas, vai ser marcada pela exposição de 45 obras de grandes artistas brasileiros, doados ao acervo do museu, o que o torna um dos mais significativos do País.
No evento, além das autoridades, estarão presentes 15 dos 42 artistas doadores. Juarez Machado, Siron Franco, Aldemir Martins, Caciporé Torres, Cláudio Dantas, Newton Mesquita, Cléber Machado, Marly Faro, Sérvulo Esmeraldo, Cláudio Tozzi, Élon Brasil, Mário Gruber, Zélio Alves Pinto e José Carlomagno já confirmaram presença no evento.
ReproduçãoEscultura de Caciporé Torres
A viúva do artista baiano Carybé, Nanci, também estará presente, representando o marido, um dos maiores incentivadores do Museu. Além disto, estarão prestigiando o evento os filhos do arquiteto João Batista Vilanova Artigas, Júlio e Rosa Camargo Artigas. Para completar a noite, será exibido um vídeo, criado pela Secretaria Municipal de Cultura, sobre o prédio que abriga o museu e a Sociedade Amigos do Museu de Arte de Londrina (Samalon) estará lançando um livro contendo a história da associação, além de informações sobre as nova obras do acervo e sobre os artistas que as doaram.
A Secretária Municipal de Cultura, Angela Farah Marçal, destaca a importância da readequação do Museu para a cultura brasileira, de um modo geral. ‘‘Além do aspecto de preservação das obras do acervo, que agora estarão seguras, permanentemente abrigadas e disponíveis para a visitação, o próprio prédio foi valorizado como a obra de arte que é. Ele é, ao mesmo tempo, forma, conteúdo e expressão de um dos mais respeitados arquitetos brasileiros e um dos mais importantes valores artísticos e arquitetônicos do País’’ - afirma.
‘‘O Museu é da comunidade como um todo. Estamos agora devolvendo à cidade o que ela nos deu. A partir de agora, queremos que o Museu faça parte do dia-a-dia dos londrinenses’’ - afirma a diretora do museu, Lourdes Pagano.

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